Política

Câmara de Umuarama vota cassação do prefeito Celso Luiz Pozzobom nesta sexta

Operação investiga diversos crimes de lesão ao erário em Umuarama, que podem chegar a R$ 19 milhões, que teriam participação de Pozzobom

Renan
Renan Vallim / Repórter
Câmara de Umuarama vota cassação do prefeito Celso Luiz Pozzobom nesta sexta
Prefeito está afastado desde setembro de 2021 | Foto: Prefeitura de Umuarama

21 de janeiro de 2022 - 11:04 - Atualizado em 21 de janeiro de 2022 - 11:04

Uma sessão especial de julgamento acontece no início da noite desta sexta-feira (21) na Câmara Municipal de Umuarama. Os vereadores irão votar pela cassação do prefeito afastado Celso Luiz Pozzobom. Ele foi denunciado por organização criminosa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro, após operação do Ministério Público (MP).

O pedido de cassação foi protocolado pelo ex-prefeito de Umuarama, Jorge Vieira, na condição de cidadão, em outubro de 2021. O presidente da comissão processante, o vereador João Paulo de Oliveira, o Sorrisal, explicou que o procurador do município terá 2 horas para exercer a defesa do prefeito. “Depois, cada vereador terá 15 minutos para justificar o voto. A votação será aberta e nominal”.

Segundo ele, em caso de aprovação da cassação, o presidente da Câmara então informa o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que inicia os trâmites legais. Após alguns dias, o prefeito efetivamente perde o posto e o vice-prefeito, Hermes Pimentel, é nomeado prefeito.

Pimentel já atua como prefeito em exercício desde setembro de 2021, quando o Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) acatou pedido do MP e afastou Pozzobom. O pedido foi feito em razão da Operação Metástase, deflagrada em maio de 2021. A operação investiga diversos crimes de lesão ao erário em Umuarama, que podem chegar a R$ 19 milhões. O prefeito é acusado de ter utilizado o dinheiro desviado para comprar um apartamento.

As investigações apontam ainda uma organização criminosa, com participação do prefeito, suspeita de praticar os crimes de peculato e falsidade ideológica a partir de desvios na área da Saúde no município, fraudes em licitações, contratações diretas, superfaturamentos e corrupção.