Política

Auxílio Brasil tem de sair “de um jeito ou de outro”, diz Pacheco

Presidente do senado ainda disse que a dificuldade esta sendo inserir dentro do teto de gastos públicos o programa social

Reuters
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Auxílio Brasil tem de sair “de um jeito ou de outro”, diz Pacheco
Presidente do Senado, Rodrigo Pacheco

21 de outubro de 2021 - 17:39 - Atualizado em 21 de outubro de 2021 - 18:36

BRASÍLIA (Reuters) – O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), afirmou nesta quinta-feira (21) que autoridades do governo e do Congresso têm buscado uma solução possível para que o Auxílio Brasil fique dentro do teto de gastos, embora tenha destacado que o programa que vai substituir o Bolsa Família tem de sair “de um jeito ou de outro”.

Em entrevista coletiva no Senado, Pacheco disse que reuniuse com os ministros da Economia, Paulo Guedes, da Cidadania, João Roma, e da Casa Civil, Ciro Nogueira, além do relator da PEC dos Precatórios da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), em busca de uma saída para contemplar o programa social mantendo a regra do teto.

“O ponto principal disso é que nós temos a obrigação de dar solução de um jeito ou de outro ao programa social. É preciso socorrer cerca de 17 milhões de famílias que precisam ter esse socorro através de um programa social que seja consistente, que possam minimamente atualizar a capacidade de compra, especialmente de itens da cesta básica e precisa ter a correção deste programa social”, disse.

Segundo Pacheco, é preciso encontrar dentro da responsabilidade fiscal a “matemática e a equação capaz de fazer inserir dentro do teto de gastos públicos esse programa social, e é o que se tem buscado fazer”.

O governo já definiu que o Auxílio Brasil terá um incremento em relação ao Bolsa Família e será de 400 reais por mês. Mas o mercado tem reagido diante do fato que parte da solução para o pagamento do benefício deverá ser viabilizado por recursos que estariam fora da regra do teto de gastos.

Uma das alternativas estudadas para financiar o Auxílio Brasil seriam recursos provenientes do Fundo de Precatórios, a ser criado pela PEC.

Pacheco disse que a avaliação da PEC dos Precatórios tem de ser feita primeiro pela Câmara e, a partir de uma decisão dos deputados, o Senado vai analisá-la com o “máximo de pressa possível”, para poder dar uma solução definitiva para o programa social.

Por Ricardo Brito