Política

Após ter mandato cassado, vereador Éder Borges diz que é ‘perseguido político’

Éder teve o trânsito em julgado de uma condenação por difamação. O ato declarando a perda do mandato deve ser publicado na segunda-feira (30)

Isadora
Isadora Deip / Estagiária com informações da Jovem Pan News e supervisão de Danilo Duarte
Após ter mandato cassado, vereador Éder Borges diz que é ‘perseguido político’
(Foto: Divulgação / CMC)

27 de maio de 2022 - 17:20 - Atualizado em 27 de maio de 2022 - 17:35

O vereador Éder Borges (PP), que teve a cassação de seu mandato confirmada pela Câmara de Curitiba nesta sexta-feira (27), afirmou em entrevista à Jovem Pan News Curitiba que se considera um “perseguido político” e julga o processo de cassação como “completamente absurdo”. Éder teve o trânsito em julgado de uma condenação por difamação. O ato declarando a perda do mandato deve ser publicado na segunda-feira (30).

“Nesse processo que está ocorrendo neste momento na Câmara, primeiro foi feito por uma denúncia anônima, isso por si só é um absurdo. […] O processo tem um mérito completamente insignificante, é desproporcional, então por vezes as circunstâncias me levam a crer nisso [que é um perseguido político], veja o que fizeram com o Daniel Silveira, por exemplo”,

afirma Éder.

O vereador ainda declara que foi “pego de surpresa” quanto à possibilidade de cassação. “Fui de fato alertado pelo presidente da casa, e nós já estamos trabalhando. O que aconteceu muito rápido foi essa questão de mandar pro Conselho de Ética e o presidente do conselho de imediato devolver para a Câmara, então eles não estão dando tempo sequer para eu me defender, eles não estão me oportunizando o direito de defesa”.

Condenação

Éder Borges foi condenado pela Justiça por difamação contra a APP-Sindicato, entidade que representa os professores estaduais. O processo é de 2016, quando Éder Borges ainda não era vereador. Ele diz ter sido condenado por um meme com a bandeira do comunismo em um colégio dizendo que era isso que o sindicato fazia com os estudantes.

Como o caso já transitou em julgado, ou seja, já foi confirmado em última instância, a perda de mandato seria automática, segundo a Constituição Federal a lei orgânica do município. Assim, não precisa nem passar pelo Conselho de Ética.

A Jovem Pan News apurou que a cadeira será ocupada por Mestre Pop (PSD). No entanto, Rodrigo Reis (PSL) já acionou a Justiça para garantir a vaga, em razão da discussão sobre a perda de mandato e a totalização dos votos.

Éder destaca que Reis já tentou ocupar seu mandato em outra ocasião. “É um cara que se finge de patriota e quer ter um mandado a qualquer custo”. O vereador ainda disse que confia na Justiça e acredita que o processo “absurdo” será revertido. “Agora o momento é no Judiciário, mesmo. Agora é uma questão de justiça, literalmente”, afirmou.

A reportagem entrou em contato com o vereador Éder Borges e aguarda retorno.

Quer mandar uma sugestão de pauta pro RIC Mais? Descreva tudo e mande suas fotos e vídeos pelo WhatsApp, clicando aqui.