É Natal!

Viúva espalha cartinhas em busca de alegria para os três filhos “Nunca tivemos uma ceia de Natal”

Coletora de materiais recicláveis vive com os três filhos e sobrevive com R$ 380 por mês

Guilherme
Guilherme Becker / Editor

7 de dezembro de 2019 - 00:00 - Atualizado em 1 de julho de 2020 - 15:05

O Natal é uma época especial para muitas pessoas. O clima de confraternização e de carinho aumenta nos lares e geralmente a ceia natalina é o símbolo da união. Entretanto, para alguns, esta data pode se tornar mais difícil com a falta de recursos para organizar uma ceia e distribuir presentes aos próprios filhos. Em Curitiba, uma coletora de materiais recicláveis decidiu espalhar cartinhas pela cidade para buscar ajuda nesta época.

Jaqueline, de 30 anos, é mãe de três crianças – o primogênito Pablo de 10 anos e os gêmeos Yago Fabiano e Agatha, de três – e sobrevive com aproximadamente R$ 380 por mês. Com a morte do marido há dois anos, a mulher ficou responsável pelo sustento de todos e nesta época de festas não tem condições de promover um Natal como ela gostaria para os pequenos.

“Nunca tivemos uma ceia de Natal”, se emociona a mãe.

Mulher aproveita o horário que os filhos vão a escola para poder trabalhar (FOTO: REPRODUÇÃO/ RIC)

Viúva busca ajuda para o Natal

Sem condições de preparar uma ceia e, muito menos, de comprar presentes para os filhos, a trabalhadora que ganha menos de R$ 30 por dia resolveu escrever cartas e espalhar pela cidade. Ao todo, foram aproximadamente nove cartinhas que contavam um pouco da sua história e eram finalizadas com um pedido de ajuda.

A batalhadora ainda destacou que caso a pessoa que encontrar a carta não tenha condições de comprar um presente, que ajude com um alimento, pois assim ela poderá oferecer uma ceia diferente aos filhos.

Nove cartinhas foram espalhadas pela viúva (FOTO: REPRODUÇÃO/ RIC)

Uma destas cartas foi deixada próximo a árvore de Natal de um shopping, no Centro de Curitiba. O jovem Augusto encontrou e logo se comoveu com a história. O rapaz fotografou o pedido da mulher e enviou para familiares, todos irão ajudar a ceia de Jaqueline. Para que a mulher possa receber mais doações, o jovem deixou a cartinha no mesmo lugar.

“Uma luta cada dia”, viúva batalha para garantir o básico

Dois anos após perder o marido assassinado, Jaqueline trabalha como coletora de materiais recicláveis e ganha aproximadamente R$ 380 por mês. A mulher, que tem três filhos, aproveita o momento que os pequenos vão para escola para poder ir atrás do sustento. Apesar das dificuldades, a guerreira encontra motivos para agradecer e revela detalhes ao repórter Lúcio Andre da RIC TV.

“Não é fácil, mas também não é difícil. A, porque eu tenho um teto para morar com meus filhos, poderia ser pior. Poderia a gente estar morando embaixo de uma ponte ou eles em um abrigo separados. Agradeço a Deus primeiramente e a minha mãe, por ter cedido aqui atrás para eu morar. Eu não estava conseguindo pagar aluguel depois que meu marido faleceu”, conta Jaqueline.

Atualmente a mulher vive nos fundos do terreno da mãe, no bairro Uberaba, em Curitiba. Em uma única peça, Jaqueline divide espaço e amor com as crianças. “Deus dá força. Primeiramente Deus e eles me dão força. Eu olho para eles todo dia de manhã. Dá vontade de desistir, mas eles me dão força. Acho que é Deus mesmo, porque é raro alguém sobreviver com três crianças com menos de R$ 30 por dia. É uma luta cada dia”, declara emocionada.

Com lágrimas nos olhos, mas com muita esperança dentro do coração, Jaqueline só é capaz de pedir saúde para o futuro. “Meu sonho é que meus filhos continuem com Deus. Que eles tenham saúde e peço saúde pra mim também, para eu poder continuar cuidando deles”, finaliza a viúva.

Como ajudar a família

A família de Jaqueline está aceitando todos tipos de doações. De sapatos e roupas para os pequenos a alimentos para as refeições diárias. O pedido especial é para a época natalina, porém, a família está aberta para todos os tipos de ajuda.

Entretanto, uma família que está organizando as doações informou que já arrecadaram muitas coisas para Jaqueline. Mas se esta história tocou você, procure alguma instituição próximo a sua casa e encontre alguma maneira de compartilhar.

Assista a reportagem e conheça mais da família:

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