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Violência contra idosos aumentou 81% durante a pandemia, indica levantamento

Os filhos e netos dos idosos são apontados como os principais responsáveis pelas agressões

Aline
Aline Taveira / Produtora com informações do Metrópoles
Violência contra idosos aumentou 81% durante a pandemia, indica levantamento
O número de denúncias quase dobrou em um ano. (Foto: Freepik)

28 de abril de 2021 - 11:56 - Atualizado em 28 de abril de 2021 - 11:56

A quantidade de denúncias recebidas pelo Disque 100, canal utilizado pelo Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos (MMFDH) para atender à população, sobre violência contra idosos cresceu cerca de 81% em 2020, em relação aos números registrados em 2019. No ano passado, com o início da pandemia, foram registradas 87.907 denúncias, contra 48.446 em 2019. 

De acordo com o (M)Dados, a grande maioria, 48% dos casos de violência, foram cometidos pelos próprios filhos, sendo maioria entre as denúncias. Outros 6% dos casos foram de violência cometida pelos netos dos idosos. O volume de denúncias é o maior já computado desde que o país iniciou os registros, em 2011. 

O estado do Rio de Janeiro aparece em primeiro nas denúncias, com 76,4 registros de violência a cada 100 mil habitantes. O Distrito Federal aparece em 2° na lista, com 66,2 denúncias. O Paraná conta com índices relativamente baixos, comparando com os outros estados: 29,3 casos a cada 100 mil habitantes

Em entrevista ao Metrópoles, a presidente do departamento de Gerontologia da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), Vania Heredia, esse tipo e violência acontece com o objetivo de acabar com o poder dos idosos que, muitas vezes, são a única fonte de renda das famílias. Segundo o IBGE, mais de 13 milhões de casas brasileiras são mantidas apenas com a renda de idosos.

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