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Vídeo: filhote de gato-maracajá é encontrado dentro de farmácia em Peabiru

Após ser resgatado, o animal selvagem foi solto em uma área de mata da região

Redação RIC Mais
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Vídeo: filhote de gato-maracajá é encontrado dentro de farmácia em Peabiru
Foto: Reprodução/Grupo RIC

21 de julho de 2021 - 17:59 - Atualizado em 21 de julho de 2021 - 19:16

Um filhote de gato-maracajá foi encontrado dentro de uma farmácia em Peabiru, no centro-oeste do Paraná, durante a manhã desta quarta-feira (21). (Veja vídeo abaixo)

De acordo com as funcionárias do local, elas estavam trabalhando tranquilamente quando perceberam que o pequeno animal havia entrado no estabelecimento e, assustado, acabou se refugiando em cima de uma balança. Após a surpresa, a Polícia Ambiental foi chamada, efetuou a captura do felino e o soltou em uma área de mata da região. 

Segundo Samantha Suyanni dos Santos Fechio, bióloga e doutora em Ensino de Ciências, apesar da gato-maracajá parecer indefeso por ser filhote, o procedimento de soltura na mata é o mais adequado para garantir que ele tenha uma vida saúdavel de animal selvagem. 

“Não temos como garantir a sobrevivência do animal, considerando que é filhote, mas, aparentemente, parece que ele já passou da fase de amamentação. O que é muito positivo, considerando que já é independente para se alimentar. Além disso, como o olfato desses animais é muito desenvolvido, há chances de que ele encontre o seu grupo”,

explica. 

A bióloga ressalta a importância de tomar as providências corretas quando nos deparamos com animais fora de seu habitat natural, ou seja, oferecer apoio sem entrar muito em contato e jamais tentar criá-los como animais de estimação.

“Por mais fofos que pareçam, são animais selvagens. É importante não se aproximar, mas, oferecer condições de sobrevivência, como água e um local para se proteger (uma caixa de papelão, por exemplo) até que seja realizado o resgate. Animais selvagens não têm um comportamento dos animais domésticos e, por isso, não devemos mantê-los em nas nossas residências”,

completa Samantha. 

Além do perigo físico, Samantha ressalta que o contato entre o homem e animais selvagens pode acarretar na troca de patógenos entre as espécies e acabar trazendo consequências desastrosas para os dois lados. “Também temos que considerar que podemos transmitir ou adquirir doenças, uma vez que os microrganismos dos animais selvagens são diferentes em relação aos que fazem parte do nosso ambiente. Com isso, podemos entrar em contato com esses agentes que, para nós, podem ser patogênicos. O contrário também acontece, ou seja, ao nos relacionarmos com animais selvagens, podemos transmitir micro-organismos que podem prejudicar a saúde do animal.”

Para finalizar, ela pontua que ao domesticarmos animais selvagens, impedimos que ele tenha uma convivência com animais de sua espécie e, consequentemente, possa se reproduzir e evitar a extinção. 

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