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Varejistas exploram dados de clientes para vender mais anúncios antes do fim do ano

Reuters
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Varejistas exploram dados de clientes para vender mais anúncios antes do fim do ano
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17 de novembro de 2021 - 11:07 - Atualizado em 17 de novembro de 2021 - 11:10

Por Richa Naidu e Sheila Dang e Aishwarya Venugopal

CHICAGO (Reuters) – Walmart, Amazon.com e outros grandes varejistas que mantêm grande quantidade de dados dos clientes estão vendendo mais anúncios digitais em seus próprios sites e lojas – incluindo pop-ups e palavras-chave da barra de pesquisa – para profissionais de marketing ansiosos em apresentar seus produtos.

Os varejistas desejam explorar suas percepções sobre o comportamento do consumidor para atrair dólares de publicidade de fabricantes como Procter & Gamble e Kraft Heinz em um momento no qual empresas enfrentam novos desafios para direcionar o marketing online.

O Walmart disse na terça-feira que as vendas de seu negócio de publicidade aumentaram quase 240% no terceiro trimestre em uma base de dois anos. Os anúncios ajudam “fornecedores e operadores de marketplace a vender mais, ao mesmo tempo que criam uma nova oportunidade de lucro para nós”, afirmou o presidente-executivo da companhia, Doug McMillon.

Os varejistas, por sua vez, esperam atrair os fabricantes a comprar anúncios em seus sites e aplicativos de compras. Da Tesco, no Reino Unido, à Target, com sede nos Estados Unidos, essas companhias vêm tentando há anos conquistar um nicho no mundo da mídia. Mas agora, as crescentes vendas de comércio eletrônico as ajudam a reunir dados potencialmente mais valiosos sobre o comportamento do consumidor.

A Reuters revelou no ano passado que o Walmart estava a caminho de ganhar quase 1 bilhão de dólares em vendas de publicidade em 2020. Isso se compara a vendas de anúncios nos EUA por Facebook e Google em 2020 de cerca de 40 bilhões de dólares cada, de acordo com a eMarketer.

Quase todos os 10 maiores varejistas em vendas mundiais, incluindo Target e Home Depot, lançaram negócios de publicidade, e outros devem vir em seguida, disse Eric Franchi, sócio da MathCapital, que investe em startups de marketing e mídia.

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