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Único porta-aviões da Marinha do Brasil será desativado

Redação RIC Mais
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15 de fevereiro de 2017 - 00:00 - Atualizado em 15 de fevereiro de 2017 - 00:00

O NAe A-12 foi comprado na França, em 2000, pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso, por US$ 12 milhões. (Foto: Joedson Alves/ Estadão Conteúdo)

O custo de modernização do navio superou R$ 1 bilhão e foi considerado excessivo

O único porta-aviões da sua frota de combate do Brasil, o NAe A-12 São Paulo, comprado na França, em 2000, pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso, por US$ 12 milhões, será desativado definitivamente por decisão da Marinha.

O navio está recolhido ao sistema de docas da força naval no Rio de Janeiro. O levantamento dos custos de modernização do navio superou a marca de R$ 1 bilhão e foi considerado excessivo pelo Almirantado. O ministro da Defesa, Raul Jungmann, e o presidente Michel Temer já foram informados da decisão.

O processo de desmobilização começa imediatamente e só será concluído em 2020. O procedimento, em três etapas, exigiria 10 anos de trabalho e a imobilização da unidade. Os caças A-4 Skyhawk do Grupo Aéreo do São Paulo continuarão operando a partir da Base de São Pedro da Aldeia. O destino final do A-12 não está definido. O tamanho do investimento para recuperá-lo dificulta uma negociação no mercado de material de Defesa.

Excluído o plano de recuperação do porta-aviões, as prioridades de reequipamento da Marinha passam a ser os programas de construção de uma frota estratégica de submarinos, um dos quais de propulsão nuclear, e de novas corvetas médias da classe Tamandaré.

Na próxima década, será lançado o projeto de desenvolvimento de um porta-aviões de tecnologia nacional, equipado com aviões de ataque brasileiros. Grande parte dos recursos de bordo, incorporados ao longo do tempo durante operações de atualização de sistemas, serão removidos e reinstalados em outras embarcações. A atualização os jatos de ataque Skyhawk, a cargo da Embraer, será mantida.

O NAe A-12 São Paulo, um gigante de 32,8 mil toneladas, 265 metros e 1.920 tripulantes, tem 37 anos de idade e sob a identidade francesa, Foch R-99, atuou em frentes de combate.

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