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Um ano após a chegada da Covid-19, casos de contaminação na Índia diminuem

Reuters
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30 de janeiro de 2021 - 14:30 - Atualizado em 30 de janeiro de 2021 - 14:30

Por Rajendra Jadhav

MUMBAI (Reuters) – A Índia relatou o menor número de novos casos de coronavírus em sete meses no sábado, um ano depois que o vírus foi confirmado pela primeira vez no país.

Um ano atrás, um estudante do estado de Kerala, no sul do país, teve um teste positivo para Covid-19 depois de retornar à Índia de Wuhan, na China, o epicentro global do vírus.

Para impedir a propagação do vírus, o governo do primeiro-ministro Narendra Modi impôs um bloqueio nacional à população de 1,3 bilhão no final de março.

O bloqueio, no qual as viagens domésticas e internacionais foram proibidas e fábricas, escolas, escritórios e todas as lojas, exceto aquelas que fornecem serviços essenciais, foram fechadas, paralisou a economia da Índia, que deverá contrair 7,7% no atual ano fiscal até 31 de março.

O governo começou a diminuir o bloqueio em junho.

A Índia relatava menos casos até abril de 2020, mas a partir de maio os casos começaram a aumentar e atingiram o pico em meados de setembro, para cerca de 100 mil casos diários.

A taxa de infecção diminuiu significativamente desde setembro e, no sábado, 13.083 novos casos foram relatados, um dos números mais baixos já registrados e abaixo de mais de 20 mil por dia no início do mês, mostraram dados federais de saúde.

A Índia tem cerca de 170 mil de pacientes de Covid-19 ativos, o menor desde junho de 2020. O país relatou 10,7 milhões de infecções e 154.147 mortes –uma das taxas de mortalidade mais baixas do mundo, atribuída em parte à sua população relativamente jovem.

O país registrou o maior número de casos de coronavírus no mundo depois dos Estados Unidos e, com a provável taxa real de infecção ainda mais alta, um estudo sugere que alguns bolsões da Índia alcançaram imunidade coletiva por meio de infecção natural.

A Índia iniciou seu programa de imunização em 16 de janeiro, com profissionais de saúde e uma meta de atingir 300 milhões de pessoas até julho-agosto. O país vacinou cerca de 3,5 milhões de profissionais de saúde nas primeiras duas semanas da campanha.

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