Educação

UFPR abre sindicância para apurar erro na lista de aprovados do vestibular; assista pronunciamento do reitor

Reitor da universidade ainda informou que, por questões jurídicas, não tem como absorver os 31 alunos que foram colocados na lista de espera

Giselle
Giselle Ulbrich

3 de setembro de 2021 - 21:05 - Atualizado em 3 de setembro de 2021 - 21:07

A Universidade Federal do Paraná (UFPR) abriu sindicância para apurar o erro na divulgação da lista de aprovados no vestibular da instituição, ocorrido no dia 1.º. A instituição terá 30 dias para detectar se há algum responsável pelo erro no processo e porque a falha aconteceu.

34 horas após a divulgação da primeira lista, a UFPR publicou uma retificação, substituindo o nome de 31 estudantes por outros. A explicação é que o programa de computador não “leu” as notas dos alunos que entraram com recursos e acabaram ganhando nota maior na redação. Por isto eles entraram na lista, no lugar de 31 estudantes que foram mandados para a lista de espera.

Proibido abrir mais vagas

O reitor da UFPR, Ricardo Marcelo Fonseca, publicou um vídeo na noite desta sexta-feira (03) lamentando profundamente o erro. Desculpou-se com os 31 estudantes e suas famílias, porém informou que não poderá absorver os jovens retirados da lista, apesar de ser esta a sua vontade.

Ele explicou que ficou sabendo do erro quatro horas após a divulgação da primeira lista e que foi informado pelo próprio coordenador do Núcleo de Concursos da UFPR, o professor Alexandre Trovão. Mas que demoraram tantas horas para divulgar a retificação porque imediatamente montaram uma comissão de crise, que estudou todas as possibilidades de se absorver os 31 alunos retirados da aprovação por engano.

No entanto, entre as checagens, duas foram decisivas: uma consulta à assessoria jurídica da universidade e outra ao Ministério da Educação e Cultura (MEC). Ambas as consultas demonstraram que não é possível abrir novas vagas por vários motivos, entre eles, regras rígidas para abertura de novos cursos e até questões orçamentárias. Já o curso de Medicina, especificamente, tem um aportaria que proíbe, desde 2018, a abertura de novas turmas e vagas.

Cursos onde houve substituição

  • Medicina (Curitiba): 21 vagas
  • Medicina (Toledo): 4 vagas
  • Odontologia (Curitiba) : 1 vaga
  • Fisioterapia (Curitiba) : 1 vaga
  • Biomedicina (Curitiba) : 1 vaga
  • Medicina Veterinária (Curitiba): 1 vaga
  • Direito (manhã): 2 vagas

Chamadas complementares

Ao lamentar a situação, Fonseca disse que tem esperança que, dos sete cursos em que o problema ocorreu, em pelo menos seis deles a situação seja resolvida com as chamadas complementares. E ele disse que não é uma “vã esperança”, mas uma percepção conforme o número de chamadas complementares e quantidade de alunos que entraram nelas, nos últimos vestibulares.

Já o curso de Medicina de Curitiba, que foi o mais prejudicado (com 21 nomes retirados da primeira lista), ele acredita que o problema será apenas minorado com as chamadas complementares, mas não resolvido. E que apesar de muito triste com isso, disse ele, também não podiam ser injustos com quem deveria estar na primeira lista desde o início.

Assista o pronunciamento do reitor: