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UE pede reforma rápida da OMS e mais transparência em pandemias

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UE pede reforma rápida da OMS e mais transparência em pandemias
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30 de outubro de 2020 - 12:18 - Atualizado em 30 de outubro de 2020 - 12:20

Por Francesco Guarascio e Caroline Copley

BRUXELAS/BERLIM (Reuters) – A Organização Mundial da Saúde (OMS) deveria ser reformada rapidamente, receber mais poderes para lidar com pandemias e expor as limitações de seus países-membros em emergências de saúde, disseram autoridades da União Europeia nesta sexta-feira.

Os comentários foram feitos em uma videoconferência de ministros da Saúde da UE, que endossaram um documento do bloco sobre a reforma da agência das Nações Unidas que delineia pela primeira vez uma série de mudanças abrangentes e necessárias para fortalecer os poderes e recursos da OMS, tal como noticiado pela Reuters com exclusividade em setembro.

A ação vem na esteira de críticas de que a China e outros países não compartilharam informações sobre a pandemia de Covid-19 de maneira oportuna em seu início.

“A pandemia atual nos desafia muito agudamente… mas é muito importante que o debate sobre a reforma (da OMS) seja realizado em paralelo”, disse o ministro da Saúde da Alemanha, Jens Spahn, em uma coletiva de imprensa.

Ele não disse quando o processo de reforma deveria começar, mas enfatizou que, em resultado desta, a OMS deveria ser mais rápida em sua reação a crises de saúde e seus membros deveriam compartilhar mais informações em emergências.

Autoridades da OMS não responderam de imediato a um email pedindo comentários.

“É extremamente importante irmos adiante com esta reforma”, disse a comissária de Saúde da UE, Stella Kyriakides, na mesma coletiva de imprensa.

Depois de meses de pressão internacional, uma comissão independente foi montada em setembro para analisar a abordagem global da pandemia. O processo de reforma da OMS começaria depois disso, disseram autoridades.

O esboço do documento da UE, que representará a posição do bloco em uma assembleia da OMS em meados de novembro, exorta a agência a tornar público mais rapidamente como e se seus países-membros cumprem suas obrigações sobre o compartilhamento de informações em crises de saúde.

“Transparência a respeito de quem cumpre as regras é fundamental”, disse Kyriakides aos ministros na videoconferência, de acordo com as notas de seu discurso.

O esboço também diz que os membros da OMS deveriam permitir avaliações epidemiológicas independentes em zonas de alto risco durante crises de saúde.

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