Economia

Trabalhadores descobrem que empresas não depositaram o FGTS corretamente

Redação RIC Mais
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21 de fevereiro de 2017 - 00:00 - Atualizado em 21 de fevereiro de 2017 - 00:00

Agência da Caixa Econômica Federal (Foto: Divulgação)

Quase 200 mil empresas devem o FGTS de seus funcionários e ex-funcionários

Apesar da Medida Provisória que permite ao trabalhador sacar o saldos das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), muitas pessoas descobriram que podem ter problemas para retirar o dinheiro nas datas previstas pelo calendário divulgado pela Caixa na última semana. Isso porque cerca de 7 milhões de trabalhadores não tiveram depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), incluindo contas ativas e inativas, feitos corretamente por seus empregadores. São 198,7 mil empresas devedoras de depósitos de FGTS, segundo informações da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), órgão vinculado ao Ministério da Fazenda.

De acordo com a procuradoria, só em inscrições de empresas na dívida ativa, existe um débito de R$ 24,5 bilhões. Contudo, nem todas as empresas listadas entre as devedoras estão inscritas na dívida ativa, ou seja, o valor desse débito é maior. Uma empresa só é inscrita na dívida ativa quando não faz acordo com o Ministério do Trabalho, ou fazer o acordo, mas não o cumpre.

O rombo nas contas dos trabalhadores poderia ser ainda maior. Entre 2013 e 2016, a Procuradoria da Fazenda conseguiu recuperar R$ 466,9 milhões, efetuando a cobrança junto às empresas.

Caso o trabalhador verifique que a empresa para a qual trabalha ou trabalhou não fez os depósitos corretamente, ele deve procurar a própria empresa. Outra dica é ir a uma Superintendência Regional do Trabalho, vinculada ao Ministério do Trabalho. O ministério é o órgão responsável pela fiscalização dos depósitos nas contas do FGTS dos trabalhadores.

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