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Guilherme Becker / Editor reportagem RIC Record TV, Curitiba

28 de maio de 2020 - 00:00

Atualizado em 1 de julho de 2020 - 14:41

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Justiça determina que paranista acusado de matar torcedor do Coritiba vá a júri popular

Crime aconteceu em novembro de 2019

Justiça determina que paranista acusado de matar torcedor do Coritiba vá a júri popular
Lucas Gonçalves chegou a ser socorrido, mas morreu dois dias depois (Foto: Reprodução/ RIC Record TV)

A 2ª Vara do Tribunal do Júri determinou que o torcedor paranista, Dayvis Lourival Moreira da Sulva Junior, de 26 anos, acusado de matar o coxa-branca Lucas Gonçalves, vá a júri popular. A decisão foi assinada pelo juiz Daniel Avelar, após indícios e depoimentos apontarem que o responsável pelos disparos foi o réu.

O crime aconteceu no dia 16 de novembro de 2019. Lucas Gonçalves retornava para casa após o jogo entre Coritiba e Oeste, válido pela Série B do Campeonato Brasileiro, disputado no estádio Couto Pereira. No momento que o torcedor e outros amigos desceram do ônibus, no tubo localizado na linha verde, no bairro Xaxim, em Curitiba, houve uma briga com torcedores do Paraná Clube que participavam de uma festa na região.

Lucas foi baleado por dois disparos, um na cabeça e outro nas costas, e encaminhado ao Hospital do Trabalhador. Dois dias depois, foi constatada morte encefálica. Na mesma semana, Dayvis Júnior, conhecido como Juninho, que foi apontado como um dos suspeitos pelos disparos, compareceu a delegacia e negou o crime.

Entretanto, após três testemunhas apontarem o jovem como autor do crime, Juninho se tornou réu no processo por homicídio qualificado por motivo fútil e meio que resultou perigo comum. O torcedor paranista está preso na Penitenciária Estadual de Piraquara.

Defesa de Juninho nega que jovem tenha cometido o crime

O advogado Jeffrey Chiquini, responsável pela defesa de Juninho, revelou que discorda com a decisão da Justiça, diante da fragilidade das provas acusatórias. “As únicas duas testemunhas de acusação são integrantes da torcida rival, e apresentaram mais de uma versão dos fatos nos diferentes depoimentos prestados”, relatou.

A defesa também alega que desde o início do processo, Juninho contribui com a elucidação dos fatos. “Apresentamos recursos perante o Tribunal de Justiça para que as provas sejam reanalisadas”, concluiu a nota.

O pai do réu também declarou que acredita na versão do Juninho e que o sentimento que está vivendo é como se estivesse velando o filho com ele vivo.

“Meu filho não atirou. Meu filho não anda armado. Eu criei meu filho, ele é um menino responsável. Desde sempre ele pegou essa responsabilidade. Então é um sentimento como se eu estivesse velando meu filho com ele vivo”, contou Dayvis Lourival da Silva, pai do réu.

Confira mais informações:

A equipe da RIC Record TV está tentando contato com a família de Lucas Gonçalves.