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“Eu vou acreditar em que?”, diz tia de torcedor do Paraná morto após absolvição dos acusados

Em 2014, Diego foi morto com um tiro no rosto enquanto estava em frente à sede da torcida paranista ‘Fúria Independente’

Caroline
Caroline Berticelli / Editora
“Eu vou acreditar em que?”, diz tia de torcedor do Paraná morto após absolvição dos acusados
Os acusados eram ligados a torcida Os Fanáticos, do Athletico Paranaense. (Foto: Reprodução/RIC Record TV)

15 de setembro de 2019 - 00:00 - Atualizado em 1 de julho de 2020 - 15:37

Sete anos anos após o assassinato do torcedor do Paraná Clube Diego Henrique Raab Gonciero, de 16 anos, os três acusados pelo crime foram inocentados, em júri popular, na madrugada deste sábado (14). Familiares da vítima não se conformam com o resultado do julgamento e com a falta de resposta por parte do estado. 

“Eu vou acreditar em que? No que que a gente vai acreditar? O meu sobrinho tá morto e pra eles dane-se quem foi que matou. Quem perdeu foi a gente. Quem chora todo dia é meu irmão. Quem sente a falta do meu sobrinho é a gente. E você vai acreditar em que? Eu não acredito mais na Justiça”, declarou emocionada Vanessa Gonciero, tia da vítima.

Familiares de torcedor do Paraná assassinado participam do BG Curitiba

Na manhã de sábado, mãe, pai e tia do torcedor do Paraná morto em 2014 participaram, ao vivo, do programa Balanço Geral Curitiba e falaram sobre a dor de continuar sem uma solução para o crime. (Assista entrevista abaixo)

“A única certeza que nós temos é que o Diego morreu”, declarou a tia do jovem assassinado. 

Assista à entrevista completa:

Julgamento dos acusados pela morte do torcedor do Paraná 

O julgamento de Juliano Rodrigues, Fábio Marques e Gilson da Silva Teles, todos torcedores do Athletico Paranaense, e ligados a torcida organizada Os Fanáticos, iniciou na quinta-feira (12) e terminou na madrugada de sábado (14). Foram aproximadamente 30 horas de audiência que culminaram nos três inocentados pelo homicídio qualificado, do qual eram acusados.   

Os três acusados eram réus por homicídio qualificado. (FOTO: NADER KHALIL/ RICTV PR)

Enquanto advogados de defesa comemoraram e declararam acreditar na Justiça, Rodrigo Faucz, assistente de acusação, pontuou que é preciso dar uma resposta para a sociedade. 

“Não foram eles, então a gente precisa averiguar quem foi. O estado precisa dar essa resposta porque não pode ser mais um daqueles casos que caem absolutamente no esquecimento e fica na impunidade”, disse. 

Entenda o caso

No dia do assassinato, Diego estava em frente à sede da torcida paranista ‘Fúria Independente’ com inúmeras pessoas, quando um veículo passou e efetuou alguns disparos contra o grupo. A vítima foi atingida por um tiro no rosto

À época, as investigações concluíram que os ocupantes do carro eram Juliano, Fábio e Gilson. Os três chegaram a ter a prisão preventiva decretada e Fábio Marques assumiu a autoria do assassinato, mas negou que tivesse intenção de matar o rapaz.

Uma das provas do crime era um revólver, supostamente usado para atirar em Diego, que foi apreendido cerca de um ano depois e estava em nome de Juliano. No entanto, durante o julgamento, a perícia que determinou que a arma que disparou contra o torcedor paranista era a mesma que pertencia a Juliano foi considerada falha.

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