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Testemunha que denunciou Edison Brittes está sendo ameaçada de morte

Redação RIC Mais
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19 de novembro de 2018 - 00:00 - Atualizado em 19 de novembro de 2018 - 00:00

A testemunha é uma das pessoas que encontrou a família Brittes em um shopping após o crime. (Foto: Reprodução/Câmera de Segurança)

Na tarde desta segunda-feira (19), o advogado da testemunha entregou todos os áudios e mensagens ao delegado responsável pela investigação

A primeira testemunha a se apresentar na polícia para contar tudo o que sabia sobre o assassinato do jogador Daniel Corrêa, de 24 anos, está sendo ameaçada de morte. O jovem entrou no programa de proteção a testemunhas e não está mais em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, onde vivia até dias depois do crime.

Na tarde desta segunda-feira (19), Jacob Filho, advogado que representa a testemunha, entregou todos os áudios e mensagens de texto recebidos pela família da testemunha ao delegado responsável pela investigação Amadeu Trevisan, da Polícia Civil de São José dos Pinhais.

Conforme o advogado, as ameaçam foram recebidas logo após o primeiro depoimento do jovem. “A mãe da testemunha passou a receber mensagens com cunho intimidador, dizendo que, o termo utilizado é ‘um bandidão’ procurou o Tico e aí, passou receber mensagem de áudio. Ainda não sabemos quem é Tico. A suspeita que se tem é que seria um amigo do Brittes”, disse Jacob.

Áudio de ameaça

Uma das mensagens de voz recebida afirma que estariam atrás da testemunha para matá-la. “O XXX me ligou agora aqui e pediu para te avisar que foi um cara bandidão na casa do Ticon lá, querendo saber de você. Perguntando de você para o Ticon. Aí ele mandou avisar que nem é para você voltar porque ele está atrás de você para te apagar. Foi o Ticon que falou para te avisar”, diz o áudio enviado pelo amigo.

Um segundo áudio reforça a ameaça: “Que o pia foi lá e perguntou de você pro Ticon e perguntou se o Ticon estava falando com você. Aí, ele falou então se você souber de alguém que está falando com ele manda avisar, que se ele tiver com intenção de voltar para São José, para ele não voltar. Porque aqui ele vai morrer no primeiro dia que pisar”. 

A mãe da testemunha também foi avisada, por mensagem em rede social, que “uns cara mais da barra pesada” estavam atrás do jovem. Ainda na mensagem, a pessoa fala que é melhor a testemunha não voltar para SJP.

A primeira ameaça

A primeira ameaça teria ocorrido antes da polícia saber que a família Brittes estava envolvida com o assassinato do jogador Daniel. Na ocasião, Edison Brittes, Cristiana Brittes e Allana Brittes convidaram três pessoas que estavam na casa, no dia do crime, para conversar em uma praça de alimentação de um shopping em São José dos Pinhais

Conforme a testemunha, Edison coagiu as testemunhas para que todos contassem uma história igual e diferente do que realmente havia ocorrido. Ainda de acordo com a testemunha, nesse mesmo encontro Edison afirmou que a partir dali eles estariam construindo um ‘elo’ e se caso o ‘elo’ fosse quebrado ele saberia que foi. Foi essa afirmação de Brittes que motivou a testemunha a procurar um advogado, se apresentar à polícia e contar tudo o que sabia sobre o crime.

O encontro que aconteceu no dia 29 de outubro, dois dias após o crime, foi gravado por câmeras de segurança do shopping. Nas imagens, é possível ver Edison Brittes recebendo três testemunhas que viram as cenas de espancamento do jogador Daniel dentro da casa da família. Em seguida, Edison aparece fixando o olhar para a câmera de segurança, enquanto Cristiana e Allana escondem o rosto durante a passagem de um casal com o carrinho de bebê.

Ligação de Edison com atividades criminosas

João Milton, promotor do caso afirmou que Edison Brittes será investigado por atividades criminosas com as quais podem estar envolvido. “Há indícios de participação de Edison em outras atividades criminosas. […] Dado o histórico, origem, circunstâncias, tem que tomar providência de se investigar pra ver a participação dele ou não com organização criminosa”, explicou.

Ainda conforme o promotor, a moto que Brittes usava e que está em nome de um traficante condenado a mais de 30 anos de prisão, o chip de celular que pertencia a um homem morto com tiros de fuzil em São José dos Pinhais, entre outros fatos podem apontar para novos crimes. “Tudo tem origem estranha”, afirmou Milton.

Cristiana Brittes, Edison Brittes e Allana Brittes estão presos. (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

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