Balanço Geral Curitiba

Caso da terapeuta assassinada pelo pai pode ter o envolvimento de outra pessoa

Aline Miotto Nadolny foi asfixiada pelo próprio pai até morte durante uma discussão sobre dinheiro

Redação RIC Mais
Redação RIC Mais

25 de setembro de 2019 - 00:00 - Atualizado em 1 de julho de 2020 - 15:35

A Polícia Civil investiga o envolvimento de uma segunda pessoa na morte de Aline Miotto Nadolny, de 27 anos. A terapeuta foi assassinada pelo próprio pai, na manhã de 6 de junho deste ano, durante uma discussão sobre dinheiro. Luiz Carlos Nadolny, de 48 anos, foi preso no dia 13 de junho e confessou o crime. (Veja vídeo abaixo)

Mulher pode ter ajudado pai a assassinar terapeuta 

Agora, imagens de câmeras de segurança, localizadas nas ruas próximas a casa onde Aline vivia com o marido no bairro Hugo Lange, em Curitiba, mostram que dentro do carro onde a terapeuta foi morta, outra pessoa poderia estar sentada no banco de trás e segurado a vítima enquanto ela era asfixiada pelo pai

Além disso, uma mulher também foi filmada enquanto atravessa o cruzamento das ruas Dr. Goulin com a Camões, o mesmo local onde o celular de Aline parou de emitir sinal. A suspeita ainda carrega uma espécie de casaco, que a polícia acredita se tratar do jaleco da terapeuta, e uma bolsa, que também poderia pertencer a vítima. Já que testemunhas alegam que a vítima saiu de casa com os pertences, mas eles sumiram e nunca foram encontrados. 

A suspeita aparece andando pelas ruas no bairro Hugo Lange. (Foto: reprodução/câmera de segurança)

Uma mulher próxima a Luiz Carlos Nadolny chegou a ser indiciada pela polícia, mas o laudo, da Polícia Científica do Paraná, apontou que é impossível dizer de forma categórica que a pessoa que aparece nas imagens é a mesma que possui relacionamento com o acusado. Ainda assim, foi pontuado que a análise “suporta moderadamente  a hipótese de ser o mesmo indivíduo”. Uma nova perícia será realizada para tentar comprovar a participação da suspeita.

Até o momento, apenas o pai da terapeuta foi indiciado, pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR), por homicídio cometido por motivo torpe e que impossibilitou a defesa da vítima e por feminicídio.

Relembre o caso 

Segundo a polícia, Luiz Carlos surpreendeu a filha, que ele não via há cerca de três anos, quando ela saiu de casa para ir ao trabalho, por volta das 6h da manhã, no bairro Hugo Lange, em Curitiba. Na ocasião, ele pediu para conversar sobre o valor de uma pensão que ele paga para a irmã mais nova da terapeuta e que vive que sua ex-mulher em Santa Catarina. “Pelo o que ele colocou a motivação seria um desacordo que ele mantinha com a mãe da vítima sobre o valor de uma pensão, de uma irmã menor da vítima. E ele foi atrás dela para que ela intermediasse uma redução dessa pensão”, explicou o delegado Reinaldo Zequinão, à época. 

Luiz Carlos Nadolny foi preso uma semana após o crime. (Foto: Reprodução/RIC Record TV)

No entanto, a filha afirmou que não gostaria de opinar e nem intervir na questão, pois amava o pai e a mãe igualmente. Foi então que ele se descontrolou e estrangulou a filha com mãos enquanto ela estava sentada no banco de carona do veículo.

“Ele sabia totalmente a rotina dela, ela sabia o horário que ela saia, tanto que ele chegou 10 minutos antes de a vítima sair de sua casa. A intenção não seria matar a moça, mas ocasionou que após os diálogos com a filha, e ela se negar por dizer que amava o pai e a mãe e não queria interferir em situações monetárias. Ele acabou se revoltando”, completou Job de Freitas, superintendente da Polícia Civil de Piraquara.

Pai dá detalhes de como matou a filha 

Em depoimento, Luiz Carlos foi frio e contou com detalhes como tudo aconteceu. “Eu chamei pelo nome, ela me reconheceu, entrou no carro, me deu um abraço e disse que tava trabalhando lá no Bacacheri”. Segundo o acusado, eles seguiram em direção ao Bacacheri até que ele parou em um lugar pouco movimentado para conversar com a filha.

Ali, quando afirmou que não iria se envolver nas questões financeiras entre ele e a mãe, ela foi morta.

“Grudei no pescoço dela! Me descontrolei. Segurei o pescoço, daí ela também não sei se tentou tirar a minha mão, me agarrar. Desmaiou já em seguida, não tinha mais movimento, só a garganta. Pra mim tinha morrido já de momento,  assim, porque não respirava. A cabeça da gente da confuso, eu sei que abracei, beijei, limpei a boca dela ainda, com o cachecol”, lembrou sobre o momento em que tirou a vida da filha.

Na sequência, ele seguiu até Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, e abandonou o corpo da filha nos fundos da Colônia Penal Agrícola. 

Assista à reportagem completa:

O repórter Maurício Freire conta todos os detalhes sobre a investigação sobre o caso da terapeuta assassinada pelo pai

 

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