Redação RIC Mais
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13 de agosto de 2018 - 00:00

Atualizado em 13 de agosto de 2018 - 00:00

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Tenho que contar para vocês como começou meu amor pelas cervejas especiais

Apelidada de ‘cervejólatra’, há um ano ela registra todas as cervejas que bebe. Confira! (Foto: Arquivo pessoal)

Na coluna desta semana, Débora revela o início dessa paixão

Em novembro de 2014 fiz minha primeira viagem internacional sozinha, uma das experiências mais incríveis que já vivi. Foi ali que comecei a compreender melhor o conceito de empoderamento feminino. Para mim, pelo menos, foi desafiador e empoderador ir sozinha para a França sem falar uma palavra de francês e com um inglês nível iniciante.

Eu tinha comprado passagens com chegada e saída por Paris. Como o tempo de viagem era de 14 dias, achei interessante incluir mais um país e/ou cidade no roteiro. E foi assim que decidi passar dois dias e uma noite em Bruxelas. Na verdade, tenho que ser honesta com vocês, eu só escolhi Bruxelas porque queria ir especificamente no Delirium Café (aquele da cerveja do elefantinho rosa). E o objetivo foi alcançado com sucesso.

Peguei um trem de manhã em Paris e em poucas horas estava em Bruxelas. Super rápido e fácil. Chegando em Bruxelas, me dei conta de que o único mapa que tinha impresso era o do caminho a pé entre o hostel o Delirium Café. Talvez por inexperiência ou falta de grana mesmo, não tinha comprado internet pro meu celular, usava só wi-fi, quando disponível. Então, lá fui eu com meu mapa na mão em direção ao templo das cervejas.

A título de curiosidade, o Delirium Café possui uma extensa carta de cervejas. De acordo com o site oficial, a informação atual é de que o cardápio possui mais de 2400 cervejas. Vocês podem imaginar minha felicidade! E, além do extenso cardápio, o bar também é enorme, com diversos andares e ambientes. Decidi, então, iniciar pelas cervejas da casa e depois tomar de outras marcas, uma cerveja diferente em cada ambiente do pub.

Foi muito divertido! Fiz amizade com o garçom que estava trabalhando no balcão do porão. Ele me passou várias informações sobre as cervejas que eu ia pedindo e, inclusive, que só poderia me servir cada cerveja no seu respectivo copo, o que fiquei sabendo recentemente ser uma tradição da escola Belga de cervejas.

No outro dia a peregrinação cervejeira prosseguiu. Fui num bar aleatório para experimentar novos sabores. Lá conheci um Americano muito gente boa e ele me sugeriu provar uma cerveja que é servida em um copo no formato de um chifre! A La Corne! Essa aí da foto!

Foi assim, então, lá em novembro de 2014, que nasceu meu amor pelas cervejas especiais. Pena que na época eu nem imaginava catalogar e registrar tudo que eu bebesse e, por isso, tenho pouquíssimas fotos daqueles dois dias.

E o mais legal de tudo, esse ano, em abril de 2018, eu voltei lá em Bruxelas no Delirium Café e fui atendida pelo mesmo garçom. Contei que lembrava dele desde 2014. Ele ficou felizão e bebemos juntos uma dose de gin em comemoração (que ele nem me cobrou). Outro dia conto como foi ter voltado para Bélgica já como iniciada no mundo da cerveja.

A conclusão do texto de hoje nem é sobre cerveja, mas, sim, para aquelas mulheres que estão deixando de fazer alguma coisa por falta de companhia. Vão sozinhas! Eu posso garantir que é incrível!