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Homem suspeito de envolvimento em sete homicídios se apresenta a polícia: “Não sou um serial killer”

Mãe do rapaz confirma que filho já matou outra pessoa, porém, desmente que ele seria um matador de aluguel

Guilherme
Guilherme Becker / Editor reportagem RIC Record TV, Curitiba
Homem suspeito de envolvimento em sete homicídios se apresenta a polícia: “Não sou um serial killer”

30 de abril de 2020 - 00:00 - Atualizado em 1 de julho de 2020 - 14:43

Erecil José Marmachuk da Silva Junior, suspeito de envolvimento em pelo menos sete homicídios, se apresentou na tarde desta quinta-feira (30) na sede da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em Curitiba. No local, o homem, que tinha dois mandados de prisão, negou que seria um serial killer, como estava sendo tratado.

“Vamos provar perante a Justiça que não é isso que estão falando de mim. Vim me apresentar de livre e espontânea vontade. Não sou um serial killer”, declarou Erecil na porta da delegacia.

Na última terça-feira (28), foi deflagrada uma operação da DHPP com o intuito de localizar e prender o suspeito, entretanto ele não foi encontrado e passou a ser considerado foragido. “Ele se apresentou em termos, porque na realidade a Polícia Civil estava atrás dele, esteve na casa dele, cumprimos mandado de busca e apreensão, toda Polícia Civil e DHPP estava na cola dele, era uma questão de tempo ele ser preso. Então é uma apresentação que na realidade não é espontânea, é uma apresentação forçada”, contou o delegado Tito Lívio Barichello.

Suspeito de crime no Cajuru

As investigações contra Erecil Mamachuk aumentaram após um crime cometido em janeiro deste ano no Jardim Acrópole, no bairro Cajuru. Na ocasião, o suspeito tomou um café com a vítima em uma panificadora e, minutos depois, quando os dois estavam em uma rua, atirou três vezes na cabeça do homem de 50 anos pelas costas. Entretanto, existem outros crimes que podem ter relação com o suspeito.

“É um criminosos de alta periculosidade, tem dois mandados judiciais expedidos por homicídio […] Anteriormente foi preso por porte ilegal de arma de fogo quando estava indo a Joinville para cometer um crime. Se ele não se entregasse hoje, seria preso”, destacou Barichello.

O delegado também revelou que existem provas testemunhais sobre alguns crimes cometidos por Erecil. Sobre a maneira como as vítimas eram mortas, Barichello contou “Tiro na nuca e sem a possibilidade de defesa da vítima, essa é a marca dele”.

Confira mais detalhes:

Mãe do suspeito compareceu na delegacia

Rosana, mãe de Erecil, esteve em frente a sede da DHPP para acompanhar a apresentação do filho. Em conversa do lado de fora, a mulher revelou que foi um pedido da família para que o rapaz comparecesse à delegacia.

“Não deve nada para ninguém aí fora, meu medo é a polícia. De repente ele corre e a polícia atira, e eu tinha medo que meu filho morresse, eu não queria meu filho morto, por isso a gente convenceu ele a se entregar”, contou a mãe.

Questionada sobre a participação do filho em crimes, a mulher desmentiu que ele fosse um serial killer. “Ele já matou, não estou negando o que meu filho já fez, já matou, já fez coisa errada, mas nunca matou ninguém por dinheiro. Ele não é um serial killer como falaram, eu conheço o filho que eu tenho”, falou.

Confira o depoimento: