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Suspeito de envolvimento na morte de Daniel era jogador do Paraná Clube

Redação RIC Mais
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14 de novembro de 2018 - 00:00 - Atualizado em 14 de novembro de 2018 - 00:00

Suspeito no caso jogador Daniel também era atleta. (Foto: Reprodução/Paraná Clube)

David está detido na Delegacia de São José dos Pinhais; além dele, outras cinco pessoas estão presas no caso do jogador Daniel

Um dos suspeitos de envolvimento na morte do jogador Daniel Corrêa Freitas também era jogador de futebol. David William Vollero Silva, de 18 anos, jogou pelo Paraná Clube, pelo Grupo Sub-17, categoria de base, até março de 2018 quando completou 18 anos. Segundo a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), o contrato rescindido nesta terça-feira (13). Ele está preso na Delegacia de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. 

Caso do Jogador Daniel morto em SJP

Em depoimento, David afirmou que na casa da família Brittes, antes do espancamento e assassinato do atleta, chegou a conversar com o jogador Daniel sobre futebol.

Caso jogador Daniel: depoimento de David Willian da Silva sobre a assassinato. (Imagem: Reprodução/Depoimento)

 

Suspeito de envolvimento com a morte do jogador Daniel jogava pelo Paraná Clube. (Imagem: Reprodução/CBF)

Depoimento do suspeito

A versão dos fatos, dada por David, foi colhida pela polícia na sexta-feira (9). Apesar de admitir que auxiliou nas agressões contra o jogador Daniel, que ocorreram dentro da residência da família Brittes, ele alega que não teve participação no assassinato.

David, junto com Ygor King e Eduardo Henrique da Silva, estava no veículo em que Daniel foi colocado dentro do porta-malas e levado até a Colônia Mergulhão, área rural de São José dos Pinhais, onde o jogador foi assassinado e teve o pênis extirpado.

À polícia, ele afirmou que entrou no carro porque foi intimidado por Edison Brittes e que na estrada rural não desceu do veículo e nem viu o momento em que o jogador foi parcialmente degolado. De acordo com David, ele e Ygor permaneceram dentro do carro e chegaram ouvir a vítima engasgando com o próprio sangue. O que teria provocado náuseas nele.

David e Ygor chegando na Delegacia de São José dos Pinhais. (Foto: Almir Junior/RICTV Curitiba)

Contradição sobre os últimos minutos de vida do jogador Daniel

No entanto, Eduardo deu uma versão diferente daquela que David e Ygor sustentam. No depoimento, ele contou que quando chegaram na plantação de pinus, Edison Brittes parou o carro e todos desceram. Ainda segundo Eduardo, quando Edison tirou o jogador Daniel do porta-malas e cortou seu pescoço, todos presenciaram. 

David comprou roupas para o assassino confesso do jogador Daniel

Daivid informou à polícia que após sair do local, Edison deu R$ 50,00 para que ele descesse e comprasse uma roupa para o assassino confesso, a qual ele vestiu ainda na frente do comércio. E, que na sequência, foram até um posto de combustível, onde ele novamente desceu e comprou dois litros de água para que Edison pudesse limpar o sangue das mãos. As roupas, juntamente com a faca usada para assassinar e extirpar o pênis do jogador Daniel, foram jogadas em um riacho.

Jogador Daniel: depoimento de David Willian da Silva sobre a assassinato.(Imagem: Reprodução/Depoimento)

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