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Supremo não permitirá desconstrução da Lava Jato, diz Fux

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Supremo não permitirá desconstrução da Lava Jato, diz Fux
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26 de novembro de 2020 - 19:05 - Atualizado em 26 de novembro de 2020 - 19:10

BRASÍLIA (Reuters) – O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Luiz Fux, disse nesta quinta-feira que não vai permitir a “desconstrução” da Lava Jato e destacou o trabalho do ex-juiz da operação Sergio Moro no combate à corrupção, em evento no CNJ.

“Então o Brasil, digo aos senhores, o Supremo Tribunal Federal ele não permitirá que haja a desconstrução da Operação Lava Jato”, disse.

“Todas as ações penais e todos os inquéritos –como primeiro ato praticado por mim, não quero nenhum louvor, estou apenas dando esse esclarecimento– passarão para a responsabilidade do plenário porque o Supremo Tribunal Federal tem o dever de restaurar o país a um patamar de dignidade, da cidadania, de ética e de moralidade do próprio país”, emendou.

Assim que assumiu o comando do Poder Judiciário, em setembro, Fux decidiu que investigações criminais contra autoridades com foro privilegiado deixassem de tramitar nas turmas do STF para voltarem a ser julgadas pelo plenário, medida essa que foi vista como uma tentativa de fortalecer a Lava Jato.

A operação –a maior de combate à corrupção no país– vinha passando por sucessivos revezes.

No discurso, o presidente do Supremo fez um paralelo dos esforços no combate à corrupção no país, que vieram à luz, segundo ele, principalmente após a Lava Jato, e traçou um paralelo com tentativas de “desconstrução” da Operação Mãos Limpas em que se iniciou uma campanha de “desprestígio” e “descrédito” do Poder Judiciário italiano.

“Nós não podemos deixar isso acontecer no Brasil”, disse.

No discurso, o presidente do STF disse que teve um “grande brasileiro” que capitaneou o processo de combate à corrupção. “Não podemos deixar de reconhecer que foi o juiz Sergio Moro, um componente da nossa categoria do Poder Judiciário”, disse, referindo-se ao ex-juiz da operação e ex-ministro da Justiça.

(Reportagem de Ricardo Brito)

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