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Suíça leiloa coleção de carros de luxo de ditador

Redação RIC Mais
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30 de setembro de 2019 - 00:00 - Atualizado em 30 de setembro de 2019 - 00:00

Uma frota de supercarros confiscados em uma investigação sobre lavagem de dinheiro envolvendo o filho do ditador de Guiné Equatorial foi a leilão neste domingo na Suíça. No pacote, 25 carros de luxo vendidos por mais de US$ 25 milhões pela casa de leilões Bonhams. “Os carros representam uma lista de marcas internacionais de prestígio e performance”, informou um comunicado da Bonhams.

A maior parte da frota pertence a Teodoro Obiang Mang, ex-vice-presidente de Guiné Equatorial e filho de Teodoro Nguema Obiang, ditador do país – Mang é o mesmo que foi flagrado no Aeroporto Internacional de São Paulo, em setembro do ano passado, com US$ 1,4 milhão em uma mala e 20 relógios avaliados em US$ 15 milhões na outra. Durante anos, o filho manteve uma vida luxuosa em uma mansão de 100 quartos na Avenida Foch, em Paris, regada a garrafas de Romanée-Conti carrões de luxo.

Em 2007, duas ONGs e uma associação de cidadãos congoleses apresentaram uma queixa contra três chefes de Estado africanos por desvio de dinheiro público. Foi quando autoridades começaram a apreender propriedades de Obiang, em 2011, incluindo 11 carros de luxo – duas Bugatti Veyrons, uma Mercedes Maybach, um Aston Martin, uma Ferrari Enzo e outra Ferrari 599 GTO, um Rolls-Royce Phantom e uma Maserati MC12.

Em 2016, autoridades suíças confiscaram outros carros como parte de uma investigação de corrupção envolvendo o pai de Obiang e ordenaram a apreensão de um iate. Segundo o jornal Le Monde, a coleção de arte do ditador inclui quadros de Degas e cinco trabalhos de Rodin.

O leilão de sua coleção de carros de luxo aconteceu em um mosteiro localizado no Bonmont Golf Country Club, em Genebra. Entre os modelos leiloados havia um Lamborghini Veneno branco e creme, um dos nove carros criados para celebrar o aniversário de 50 anos da empresa. A previsão inicial era de vendê-lo por US$ 5,5 milhões, mas ele acabou arrematado por US$ 8,4 milhões.

O dinheiro arrecadado deve ser doado para uma instituição de caridade de Guiné Equatorial, um dos países mais pobres do mundo. (Com agências internacionais).

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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