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STF determina o afastamento de Aécio Neves e Rocha Loures

Redação RIC Mais
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18 de maio de 2017 - 00:00 - Atualizado em 18 de maio de 2017 - 00:00

Senador Aécio Neves durante discurso na tribuna do Senado em abril de 2017 (Foto: Lula Marques /Arquivo/AGPT)

A irmão e um primo de Aécio Neves foram presos na manhã desta quarta-feira

*Com informações do R7

O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou na manhã desta quinta-feira (18) o afastamento dos políticos Aécio Neves (PSDB-MG) do mandato de senador e Rocha Loures (PMDB-PR) do mandato de deputado federal. Ambos foram citados e gravados na delação da JBS.

Dono do maior grupo de produção de proteína animal do mundo, Joesley gravou o presidente Michel Temer dando aval para a compra do silêncio de Eduardo Cunha. Ele disse à Procuradoria-Geral da República (PGR) que fazia pagamentos para evitar que o ex-deputado falasse o que sabe a investigadores.

Andréa Neves, irmã de Aécio, e Frederico Pacheco de Medeiros, primo do político foram presos por agentes da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, na manhã de hoje. O pedido de prisão de Aécio Neves requisitado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao Supremo Tribunal Federal foi recusado pelo relator da Lava Jato, ministro Edson Fachin.

Outro lado

Em nota, a assessoria de Aécio Neves disse que o senador “está absolutamente tranquilo quanto à correção de todos os seus atos. No que se refere à relação com o senhor Joesley Batista, ela era estritamente pessoal, sem qualquer envolvimento com o setor público. O senador aguarda ter acesso ao conjunto das informações para prestar todos os esclarecimentos necessários”.

A assessoria do deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) informou que o deputado está em Nova York, onde proferiu palestra sobre a política brasileira a um grupo de investidores internacionais. Rocha Loures tem retorno programado para amanhã. Em seu retorno, o deputado deverá se inteirar e esclarecer os fatos divulgados. De acordo com o jornal O Globo, o deputado foi indicado por Temer como interlocutor para solucionar um problema da JBS. Posteriormente, Rocha Loures teria sido filmado recebendo R$ 500 mil.

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