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Angelo Binder

29 de maio de 2020 - 00:00

Atualizado em 29 de maio de 2020 - 00:00

Inova Mais

Startup oferece alternativas para ajudar as futuras mamães e papais em uma fase tão importante

Startup oferece alternativas para ajudar as futuras mamães e papais em uma fase tão importante

Após o nascimento do bebê e o afastamento do trabalho, a licença-maternidade vai chegando ao fim e a angústia de se separar do bebê aumenta, a ponto de fazer mulheres repensarem todo seu futuro e sua carreira profissional e até mesmo levarem em consideração a ideia de parar de trabalhar. Em outros casos, entretanto, acontece o contrário, e a mãe se sente mais confortável voltando à rotina diária de trabalho.

De acordo com a pesquisa “Licença-maternidade e suas consequências no mercado de trabalho do Brasil”, feita pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), 48% das mulheres são demitidas após a licença maternidade. Outra pesquisa, feita com 1200 mulheres pela HerForce, primeira plataforma de divulgação de vagas e avaliação de empresas voltada para mulheres no Brasil, 97% das mulheres entrevistadas querem encontrar empresas que se preocupam com a diversidade de gênero para se candidatarem às vagas de trabalho e 72% sentem que a maternidade pode ameaçar ou já ameaçou o seu crescimento profissional.

Com o intuito de mudar esse cenário e ajudar seus funcionários a se adaptarem da melhor forma nessa fase da vida, o Olist, startup curitibana que oferece soluções para a venda online, criou um Programa de Licença Estendida exclusivo para as futuras mamães e papais olisters – como são chamados os colaboradores.

“Acreditamos que esse momento tão importante na vida de nossos colaboradores precisa ter apoio total por parte da empresa, essa foi a forma como encontramos de ajudá-los”, comenta Daiane Peretti, Gerente do time de People do Olist.

Por questões culturais, as mulheres ainda precisam lidar com conceitos enraizados de que maternidade e carreira profissional são impossíveis de se conciliar e, consequentemente, comprovarem que não existe a necessidade de fazer uma escolha entre família ou mercado de trabalho. Mulheres podem sim ser mães e liderar equipes – e ainda serem mais lucrativas para as empresas.

No caso da startup, as futuras mães podem permanecer em licença-maternidade por até 6 meses (4 meses por direito, mais um mês de férias e mais um mês concedido pela empresa). As colaboradoras também podem escolher trocar o “mês extra” de licença por voltar a trabalhar meio período ao longo de 2 meses. Já os pais também podem contar com  a licença estendida de 10 dias.

“Me senti privilegiada e ainda mais animada para voltar a trabalhar. Essa iniciativa reafirma os valores com os quais me atraíram ao querer entrar para o time do Olist:  ‘somos gente de verdade’. A preocupação em nos ceder esse mês a mais e mais alguns dias para os papais fez meu coração ficar ainda mais tranquilo para aproveitar essa fase tão importante da nossa pequena”, comenta Mayara Scholze, Coordenadora de Customer Success, que optou por mais 1 mês em casa.

Já Karine Hedrich, que atua na área de Produto do Olist, optou pelo retorno reduzido em 2 meses. “Escolhi trabalhar por dois meses meio período, pois queria que a transição fosse mais suave para mim e para a minha família. Assim pude acompanhar a introdução alimentar da minha filha, que geralmente acontece a partir dos 6 meses. Voltar em um ritmo mais tranquilo me deixou muito mais segura para equilibrar ambas as atividades, como mãe e como olister”, conta Karine.

A startup acredita que uma gestão mais humanizada pode mudar a crença de que maternidade e carreira não caminham juntas. Pelo contrário, após o nascimento dos filhos os pais desenvolvem capacidades que agregam também no ambiente de trabalho.