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Soldador foi morto por traficante durante confusão em Curitiba, diz polícia

Conforme a investigação, Rogério da Costa Fonseca foi assassinado porque queria usar cocaína em um ponto de venda drogas no bairro Tatuquara, em Curitiba

Caroline
Caroline Berticelli / Editora com informações da Polícia Civil
Soldador foi morto por traficante durante confusão em Curitiba, diz polícia
Foto: Reprodução/RIC Record TV

11 de fevereiro de 2020 - 00:00 - Atualizado em 1 de julho de 2020 - 14:52

O soldador Rogério da Costa Fonseca, de 38 anos, foi assassinado por um traficante de 27 anos. O suspeito foi preso em Fazenda Rio Grande, na região metropolitana da capital, nesta segunda-feira (10). 

A vítima estava desaparecida desde o dia 14 de dezembro de 2019 e foi encontrada morta no dia 9 de janeiro deste ano, no bairro Cidade Industrial de Curitiba (CIC). O laudo de necropsia constatou que Fonseca foi vítima de um disparo de arma de fogo na cabeça

Fonseca desapareceu depois de sair de uma festa de confraternização na Estrada do Ganchinho, no Umbará. Na ocasião, ele afirmou que iria até a residência de um prima no bairro Tatuquara, mas nunca chegou lá. 

No dia 18 de dezembro, sua motocicleta foi encontrada incendiada em uma região de mata no bairro Umbará. 

Investigação 

Segundo a polícia, os investigadores descobriram que após sair da festa o soldador foi até um ponto de venda de drogas, no bairro Tatuquara, para comprar cocaína. No local, ele teria se desentendido com o traficante. Momento em que foi arrastado para dentro do terreno do imóvel e espancado pelo suspeito e outros dois jovens, sendo um adolescente. 

“Foi até o local, uma biqueira, fez a aquisição do entorpecente, mas ele quis fazer o uso da droga naquele mesmo local, na frente da biqueira. O dono, o traficante, não permitiu, disse que era para o Rogério sair de lá, o Rogério disse que faria uso lá naquele local. O que causou a ira do traficante”, explica o delegado Thiago Nóbrega. 

Na sequência, o traficante efetuou o disparo contra a vítima e com a ajuda dos demais colocou o corpo dentro de um carro e o jogou em córrego da região.

O outro maior envolvido no fato também teve mandado de prisão decretado, porém até o momento não foi localizado e é considerado foragido. Os atos infracionais do adolescente estão sendo apurados pela Delegacia do Adolescente da PCPR.

O suspeito foi indiciado por homicídio qualificado e encontra-se preso à disposição da Justiça.

Familiares de Fonseca sempre negaram que ele fosse usuário de drogas. Sua esposa afirmou que o marido costumava frequentar a igreja e não acreditava que o desaparecimento do soldador estivesse ligado com o tráfico. 

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