Coronavírus

Shoppings podem reabrir, mas seguindo medidas rígidas contra coronavírus

Lucas
Lucas Sarzi Com informações da Agência de Notícias do Paraná
Shoppings podem reabrir, mas seguindo medidas rígidas contra coronavírus
Foto: Pixabay.

22 de maio de 2020 - 00:00 - Atualizado em 31 de agosto de 2020 - 14:54

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) publicou, nesta sexta-feira (22), nota orientativa que estabelece as condições necessárias para que os municípios orientem shoppings, centros comerciais e galerias sobre o atendimento ao público. O protocolo institui normas rígidas para regulamentar o funcionamento dos pontos comerciais que já estão abertos no Estado ou aqueles que pretendem retomar as atividades.

Em Curitiba, os shoppings que resolveram reabrir na segunda-feira (25) são:

Shopping Palladium
ParkShoppingBarigui
Jockey Plaza Shopping
Shopping Estação
Shopping Curitiba
Shopping Ventura
Shopping Jardim das Américas
Shopping Cidade

Até o momento, apenas o Shopping Mueller optou por reabrir na terça-feira (26). Não informaram se reabrirão os shoppings Crystal, Novo Batel, Cidade e Pátio Batel.

A normativa foi elaborada pelo Centro de Operações em Emergências (Coe), em parceria com Secretaria da Saúde de Curitiba, e pode ser revista a qualquer momento. O documento apresenta critérios objetivos, técnicos e científicos e leva em consideração a transmissão comunitária, a situação epidemiológica do coronavírus e a possibilidade de saturação do sistema hospitalar no Paraná.

Entre as obrigações estabelecidas, shoppings, centros comerciais, galerias e atividades afins só podem funcionar entre 12h e 20h. Há possibilidade do horário ser redefinido, de acordo com as deliberações de cada cidade, para evitar a aglomeração no transporte público. Fica vedada, contudo, a ampliação do período de 8 horas já estabelecido.

De acordo com a regulamentação, apenas pessoas com máscaras, funcionários ou público em geral, poderão adentrar aos locais, devendo permanecer o tempo todo com a proteção. Outro ponto especificado pela normativa é que, para evitar aglomeração, fica proibido o funcionamento de atividades de lazer como cinemas, praças de entretenimento e atividades voltadas para criança.

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Distanciamento social nos shoppings

O acesso simultâneo às dependências dos estabelecimentos – incluindo áreas comuns e sanitários, por exemplo – fica limitado à proporção máxima de uma pessoa a cada 9 metros quadrados. É preciso garantir ainda o afastamento de dois metros entre as pessoas. Além disso, o acesso às vagas de estacionamento precisam ser reduzidas na proporção da nova capacidade dos centros comerciais.

Ainda assim, a normativa proíbe o acesso de pessoas do grupo de risco (idosos com 60 anos ou mais, gestantes e portadores de doenças crônicas), além de crianças menores de 12 anos e pessoas com sintomas de síndrome gripal.

Também não será permitida a realização de qualquer promoção ou liquidação, bem como degustação de produtos e oferecimentos de brindes. A nota orientativa reforça que fica vedada ainda a prova de vestimentas em geral (roupas, acessórios, bijuterias, calçados, entre outros), além da proibição da prova de produtos cosméticos e de higiene pessoal, tais como batons, cremes hidratantes e perfumes, entre outros.

Os estabelecimentos são obrigados a divulgar cartazes orientativos e distribuir álcool 70%. A normativa também recomenda que haja medição de temperatura das pessoas que ingressarem nos centros comerciais.

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Foto: Arquivo.

Funcionamento das praças de alimentação

A normativa dedicou um capítulo à parte para orientar o funcionamento praças de alimentação. Uma equipe específica deverá ser encarregada de controlar o acesso, uso de mesas e permanência dos clientes nesses locais. Está proibido a venda de alimentos e bebidas no modelo autosserviço (self-service) e também de bebidas alcoólicas.

Para garantir a segurança dos consumidores, as mesas precisam estar separadas por uma distância de 2 metros, sendo limpas e desinfectadas antes e após o uso. O compartilhamento é sugerido apenas em casos em que as pessoas têm um convívio próximo. Mesas que não podem ser acessadas pelo público necessitam estar claramente sinalizadas e demarcadas. Ainda assim, a orientação da Sesa é para que, sempre que possível, seja evitado o consumo de alimentos no local.

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