Saúde

Sesa vai a Brasília pedir liberação nacional de vacinação a adolescentes em geral

Decisão recente do ministro Ricardo Lewandowski dá aos estados o poder de decidir se vacina ou não seus adolescentes em geral, sem comorbidades

Redação RIC Mais
Redação RIC Mais com informações da Agência Estadual de Notícias
Sesa vai a Brasília pedir liberação nacional de vacinação a adolescentes em geral
Seringa com vacina da Pfizer em Nova York

22 de setembro de 2021 - 17:38 - Atualizado em 22 de setembro de 2021 - 17:38

O governo do Paraná vai mandar a Brasília uma comitiva com representantes da Secretaria da Saúde para solicitar novas doses para vacinação contra a Covid-19 em adolescentes em geral. A viagem vai acontecer nesta quinta-feira (23). Os representantes do Paraná vão entregar ao Ministério da Saúde (MS) um ofício assinado pelo secretário estadual da Saúde, Beto Preto, requerendo a liberação nacional da aplicação em todos os jovens de 12 a 17 anos.

O pedido vai contra a última orientação do Ministério da Saúde aos estados, de que apenas adolescentes com comorbidades devem ser vacinados no momento. O Paraná, porém, optou por contrariar a orientação do MS e vacinar este público em geral. Mas precisa de doses para isto, motivo da visita a Brasília. A deliberação paranaense vem respaldada por uma decisão tomada nestas terça-feira (21) pelo ministro do Supremo tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, que disse é prerrogativa dos estados decidir se vacina ou não seus adolescentes.

Vamos insistir na vacinação de adolescentes, já pactuamos uma decisão no Estado, mas é importante ressaltar que sem vacina não podemos avançar. Por isso a necessidade de cobrarmos, com diálogo e diplomacia, o envio de doses por parte do governo federal”,

disse Beto Preto.

No Estado, a estimativa geral de adolescentes nessa faixa é de 900 mil pessoas.

A expectativa é de que haja uma revisão do Ministério da Saúde sobre essa deliberação. A pasta emitiu uma Nota Técnica na semana passada recomendando a vacinação apenas para adolescentes entre 12 e 17 anos que tenham deficiência permanente, comorbidades ou estejam privados de liberdade, apesar da autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para toda a faixa, independente de comorbidade.

O único imunizante autorizado para adolescentes é a vacina da Pfizer/BioNTech. O público de jovens de 12 a 17 anos com comorbidades já está contemplado no Plano Nacional de Imunizações (PNI).

No Paraná

No Paraná, o início da vacinação contra a Covid-19 em adolescentes de 12 a 17 anos com comorbidades e jovens de 17 anos sem comorbidades foi pactuada na Comissão Intergestores Bipartite (CIB) nesta quarta-feira (22). O assunto já havia sido discutido pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) e Conselho de Secretarias Municipais do Paraná (Cosems/PR) na terça-feira (21) e foi oficializado em forma de deliberação para os 399 municípios.

O Ministério da Saúde ainda não enviou remessas de vacinas destinadas à imunização de menores de idade. A vacinação deste público deverá ser realizada, neste primeiro momento, com doses remanescentes da reserva técnica, que é enviada em todas as pautas de distribuição para os municípios.

De acordo com a orientação, os municípios devem respeitar o escalonamento das comorbidades e da faixa etária, em ordem decrescente. São considerados públicos prioritários pessoas com deficiências permanentes; gestantes, puérperas e lactantes; indígenas; e privados de liberdade. A vacinação nos jovens sem comorbidades também vai começar em 17 anos.

Vacinômetro

Informações do Vacinômetro Nacional mostram que o Paraná já aplicou 12.591.577 vacinas, sendo 7.937.434 primeiras doses (D1), 322.619 doses únicas (DU) e 4.331.524 segundas doses (D2). Entre D1 e DU, 94,72% da população adulta, estimada em 8.720.953 pessoas, já recebeu pelo menos uma dose. 53,37% deste público está completamente imunizado.

Ainda segundo a base nacional, 16.090 doses já foram aplicadas em adolescentes pelas prefeituras municipais. Até agora, a imunização neste público no Paraná estava autorizada, em nível estadual, somente no município de Toledo, única cidade do País que recebeu um estudo da Pfizer para vacinar toda a população e verificar como o vírus se comporta em comunidades completamente imunizadas.

Reforço

Na reunião desta quarta também foi ressaltada a indicação da dose reforço para idosos acima de 70 anos, que tenham tomado D2 há pelo menos seis meses e imunossuprimidos que tenham finalizado o esquema vacinal há 28 dias ou mais. Para dose reforço é indicado preferencialmente a vacina da Pfizer, ou de forma alternativa Janssen e AstraZeneca.

https://ricmais.com.br/noticias/coronavirus/