Tecnologia

Serviços de saúde online viram rotina para o público brasileiro

Estudo da Doctoralia aponta que perfil de paciente digital é composto por mulheres na faixa etária entre 25 e 34 anos, que se conectam principalmente via smartphones e tomam opiniões de outros usuários como base na hora de agendar consultas online

Carol
Carol Machado
Serviços de saúde online viram rotina para o público brasileiro

30 de agosto de 2019 - 00:00 - Atualizado em 30 de agosto de 2019 - 00:00

Com o advento da tecnologia, não é segredo que as relações comerciais se modificaram bastante. Se antes as pessoas precisavam se deslocar, por exemplo, até uma loja para poder comprar aquele tão sonhado equipamento, hoje é possível fazer tudo por meio de aplicativos e computadores, com a comodidade de ter seu produto entregue em casa. Isso vale para quase todos os segmentos comerciais e de serviços.

A área da saúde também tem evoluído na esfera digital. De acordo com o estudo Global Consumer Insights 2019, lançado recentemente pela PwC, mais de dois terços dos consumidores brasileiros já possuem confiança suficiente para adquirir serviços desse mercado via mobile de empresas que não necessariamente são hospitais ou farmácias, mas sim fornecedoras de tecnologia. Nesse sentido, se destacam o agendamento online de consultas, a compra de medicamentos e até o atendimento à distância.

Carlos Eduardo Spezin Lopes, CEO da Doctoralia no Brasil, plataforma líder global do setor de agendamento de consultas, conhece bem o paciente digital. “Temos como principal objetivo aproximá-lo dos profissionais de saúde e, por isso, estamos sempre atentos a esse público. Recentemente, fizemos um levantamento com os usuários de nossos serviços e descobrimos que a maioria fica conectada aproximadamente mais de 9 horas por dia”, explica o executivo.

Somente em 2018, a Doctoralia gerenciou cerca de 2,5 milhões de agendamentos no Brasil. A companhia é parte do Grupo DocPlanner, que desenvolveu, no mesmo ano, o estudo “Perfil do Paciente Digital”, que levou em conta os dados de acessos de cerca de 30 milhões de usuários no ano anterior em seis países: Brasil, México, Espanha, Itália, Polônia e Turquia. “Por meio desse levantamento, conseguimos compreender profundamente quem usa as nossas plataformas no mundo e, com isso identificar, por exemplo, como entram em contato com os profissionais de saúde e quais especialistas mais buscam”, completa Lopes. “Esse conhecimento nos ajuda buscar novas soluções para melhorar a experiência do usuário e avançar no relacionamento entre eles, sejam pacientes ou profissionais de saúde”.