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Serraglio recusa Transparência e Rocha Loures perde o foro privilegiado

Redação RIC Mais
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30 de maio de 2017 - 00:00 - Atualizado em 30 de maio de 2017 - 00:00

Serraglio recusa Transparência e Rocha Loures perde o foro (foto: Arquivo/ Isaac Amorim/ Ministério da Justiça)

Osmar Serraglio vai voltar para a Câmara dos Deputados, e seu suplente, o deputado afastado Rodrigo da Rocha Loures (PMDB-PR), perderá o foro privilegiado

*Mariana Londres, do R7, em Brasília, com Estadão Conteúdo

O ex-ministro da Justiça Osmar Serraglio decidiu nesta terça-feira (30) não aceitar o convite do governo para assumir o Ministério da Transparência, conforme interlocutores do ex-ministro. A informação foi confirmada pela assessoria de Serraglio por meio de nota. 

Com a decisão de Serraglio de voltar para a Câmara, o deputado afastado Rodrigo da Rocha Loures (PMDB-PR), que foi flagrado com uma mala de dinheiro nas delações da JBS, perde o foro privilegiado. Suplente de Serraglio e ex-assessor de Temer, Loures é investigado ao lado do presidente em decorrência da delação de Joesley Batista e foi flagrado em vídeo recebendo uma mala com R$ 500 mil. Mesmo sem prerrogativa de foro, no entanto, o caso de Loures deve permanecer no STF por ser atrelado ao de Temer, a não ser que a corte aceita um desmembramento. Nesta hipótese, o inquérito de Rocha Loures iria para a primeira instância, para o juiz Sergio Moro. 

Protestos

A ida de Serraglio para a Transparência não era bem vista por servidores do órgão. Na manhã desta terça, servidores do Ministério da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União (CGU) protestaram contra a indicação do deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), ex-ministro da Justiça, para assumir a pasta após troca de cargos feita pelo presidente Michel Temer.

Os funcionários deram um abraço simbólico no prédio da CGU, espalharam cartazes na entrada do órgão e afirmaram que não vão deixar o peemedebista tomar posse. Se isso acontecer, eles disseram que vão intensificar os atos contra a permanência de Serraglio no cargo.

 

Para os servidores, o fato de o peemedebista ter sido citado na Operação Carne Fraca e ter defendido anistia ao ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) “o desqualificam para o exercício do cargo de ministro da CGU”.

Serraglio foi demitido do Ministério da Justiça no domingo (28), para dar lugar a Torquato Jardim, que comandava a pasta da Transparência. O deputado teria uma conversa hoje à tarde com Michel Temer para responder se aceitaria assumir o novo cargo. 

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Leia abaixo a íntegra da nota divulgada por Serraglio: 

Excelentíssimo Senhor Presidente da República

Agradeço o privilégio de ter sido Ministro da Justiça e Segurança Público do nosso País.
Procurei dignificar a confiança que em mim depositou.

Volto para a Câmara dos Deputados, onde prosseguirei meu trabalho em prol do Brasil que queremos.

Osmar Serraglio

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