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Sérgio Moro, ex-ministro da Justiça, chega para depor na sede da PF, em Curitiba

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Caroline Berticelli / Editora
Sérgio Moro, ex-ministro da Justiça, chega para depor na sede da PF, em Curitiba
Um comboio acompanhou Sérgio Moro até a sede na PF. (Foto: Eduardo Matysiak/Futura Press/Folhapress)

2 de maio de 2020 - 00:00 - Atualizado em 1 de julho de 2020 - 14:42

O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sérgio Moro chegou para depor na sede da Polícia Federal (PF) em Curitiba por volta das 13h50 deste sábado (2). (Veja galeria de fotos abaixo)

Moro depõe na PF

Moro irá falar sobre as acusações feitas ao presidente Jair Bolsonaro, entre elas, as já citadas interferência do mandatário na Polícia Federal e a tentativa de obter informações sobre investigações que estão em curso.

O ex-juiz denunciou pela primeira vez a atuação de conduta duvidosa, segundo ele, por parte do presidente durante seu discurso de demissão do cargo de ministro da Justiça, no dia 24 de março. Na ocasião, ele convocou uma coletiva de imprensa para informar sobre sua decisão de deixar a pasta e explicar a motivação.

Conforme declarou em entrevista alguns dias depois, ele tem provas comprometedoras contra o presidente do Brasil

Diante da gravidade da denúncia, o Supremo Tribunal Federal (PRF) autorizou a abertura de um inquérito para investigar as acusações de Moro. Caso seja comprovado que o ex-ministro não falou a verdade, ele poderá responder criminalmente pelo ato

A oitiva foi marcada após o ministro Celso de Mello, do STF, dar o prazo de cinco dias para a polícia ouvir o ex-ministro da Justiça.

Em nota, a Polícia Federal declarou que o depoimento de Moro é realizado em Curitiba “por tratar-se da cidade de domicílio do depoente, como é praxe nas investigações da PF”. A PF também pontuou que além de uma equipe de policiais federais, membros da Procuradoria Geral da República (PGR) também acompanham o testemunho. 

Troca no comando da PF

A crise entre o presidente e o então ministro da Justiça ocorreu após a exoneração do diretor-geral da PF Maurício Valeixo, que havia sido indicado por Moro, na quinta-feira (23).

Após deixar o cargo de ministro, Moro divulgou uma troca de mensagens entre ele e Bolsonaro. Nela, o presidente envia o link de uma reportagem que fala sobre deputados bolsonaristas investigado pela PF e declara ‘Mais um motivo para a troca‘. Conforme o ex-juiz, ele se referia a troca do diretor-geral da PF.

Pela manhã, o presidente Bolsonaro chamou Moro de ‘Judas’ nas redes sociais.

Manifestantes causam confusão

Inúmeros manifestantes estão no local desde o início da manhã a espera de Moro. Os militantes são de dois grupos diferentes: um que apoia o presidente Jair Bolsonaro e outro a favor de Moro. Chegou a ocorrer uma confusão entre os participantes, mas a Polícia Militar conseguiu controlar a situação. Mesmo assim, um manifestantes agrediu um funcionário de uma rede de televisão que fazia a cobertura no local.

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