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Sem máscara, Papa Francisco diz que “senhora” Covid deve ser obedecida

Reuters
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Sem máscara, Papa Francisco diz que “senhora” Covid deve ser obedecida
Papa Francisco durante audiência geral semanal no Vaticano

28 de outubro de 2020 - 08:39 - Atualizado em 28 de outubro de 2020 - 08:40

Por Philip Pullella

CIDADE DO VATICANO (Reuters) – O papa Francisco descreveu nesta quarta-feira a pandemia de Covid-19 como uma “senhora” capataz durona que deve ser obedecida, mas ele e seus assessores mais próximos não usaram máscaras em sua audiência geral.

No início da audiência interna, Francisco pediu desculpas às pessoas por não descerem do palco de mármore.

“Eu ficarei aqui. Eu gostaria muito de descer e cumprimentar cada um de vocês, mas temos que manter nossas distâncias”, disse ele para a multidão, quase toda usando máscaras.

“Se eu descer, imediatamente as pessoas vão formar grupos… e isso vai contra os cuidados, as precauções que devemos ter diante dessa senhora chamada Covid, que está nos fazendo muito mal”, disse.

O papa e a maioria dos assessores e tradutores no palco não usavam máscaras. Guardas suíços e fotógrafos oficiais no palco estavam com máscaras, mas bispos e padres que saudaram o papa de perto removeram suas máscaras ao se aproximarem dele.

Treze guardas suíços e um residente da casa de hóspedes onde mora o papa testaram positivo para Covid-19 recentemente.

O papa, que teve parte de um pulmão removido por causa de uma doença quando era jovem, foi criticado, principalmente nas redes sociais, por nem sempre usar máscara em público.

Em 20 de outubro, ele usou uma máscara por várias horas em um serviço de oração em Roma com outros líderes religiosos, tirando-a apenas quando falava. No sábado passado, ninguém na biblioteca particular do papa usou máscara quando ele falou com o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, e sua comitiva.

Em uma videoconferência com repórteres na terça-feira, o padre Augusto Zampini, membro de uma comissão do Vaticano que o papa criou para aconselhá-lo sobre os efeitos sociais da crise, reconheceu a inconsistência de Francisco.

“Estamos tentando convencê-lo, estamos quase lá”, disse Zampini.

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