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‘Sem Fundos’: PF investiga superfaturamento em construção da Petrobras

Redação RIC Mais
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23 de novembro de 2018 - 00:00 - Atualizado em 23 de novembro de 2018 - 00:00

Policiais federais estão cumprindo mandados da 60ª fase da Lava Jato nesta terça-feira (Foto: Divulgação/Polícia Federal)

Esta nova etapa apurou que a construção da nova sede da Petrobras, em Salvador (BA), foi superfaturada, de acordo com a Polícia Federal (PF)

A Polícia Federal e o Ministério Público Federal deflagram na manhã desta sexta-feira (23) a operação ‘Sem Fundos’. Policiais federais estão nas ruas de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia cumprindo mandados pela Operação Lava Jato. 

A nova fase cumpre 68 mandados de busca e apreensão, oito mandados de prisão preventiva e 14 mandados de prisão temporária. O objetivo é reprimir a prática de crimes de corrupção ativa e passiva, gestão fraudulenta de fundo de pensão, lavagem de dinheiro e organização criminosa na construção da nova sede da Petrobras, em Salvador. 

Além disso, contratos de gerenciamento da construção, de elaboração de projetos de arquitetura e de engenharia foram superfaturados e direcionados para viabilizar o pagamento de vantagens indevidas para agentes públicos da Petrobras e dirigentes da Petros, de terceiros com eles mancomunados. Tudo isso em prejuízo à estatal e ao fundo de pensão investidor, este mantido mediante patrocínio da própria empresa e das contribuições de seus empregados.

Em suma, o Petros, mediante parceria com a Petrobras, investiu na execução da obra para alugar o prédio à empresa estatal por 30 anos. Ocorre que, com o direcionamento da execução das obras à uma empresa ligada a outras duas grandes empreiteiras já conhecidas da Lava Jato, o valor da execução ficou bem acima do que deveria, assim como o valor de aluguel a ser pago também.

Assim, os investigados direcionavam parte dos recursos obtidos desses valores a maior para pagamento das propinas, utilizando de artifícios para ocultar e dissimular a origem e destino desses montantes. As penas somadas podem chegar ao total de 50 anos de prisão e multa.

O nome da operação refere-se à perda do Fundo de Pensão da Petrobras, assim como ao fato de os crimes investigados parecerem revelar um “saco sem fundos”. Os presos serão conduzidos à Superintendência da Polícia Federal em Curitiba onde permanecerão à disposição da Justiça.

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