Segurança

Vereador candidato à reeleição é preso em operação de venda de cirurgias bariátricas no SUS, no Paraná

Os pacientes, muitas vezes, estavam aguardando há anos na fila para serem operados pelo SUS, e acabavam aceitando pagar até R$ 3 mil em cirurgias que deveriam ser gratuitas

Renata
Renata Nicolli Nasrala / Editora com informações da Polícia Civil do Paraná
Vereador candidato à reeleição é preso em operação de venda de cirurgias bariátricas no SUS, no Paraná
Foto: PCPR

29 de outubro de 2020 - 13:51 - Atualizado em 29 de outubro de 2020 - 13:51

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu temporariamente uma mulher e um vereador candidato à reeleição na cidade de Calópolis, no norte do Paraná. Conforme a investigação, ambos são suspeitos de conseguir falsas guias do Sistema Único de Saúde (SUS).

A ação que visa acabar com a organização criminosa aconteceu na manhã desta quinta-feira (29), e sete mandados de busca e apreensão também foram cumpridos no decorrer da ação.

Venda de cirurgias bariátricas no SUS teria levantado mais de R$ 10 milhões

Conforme a polícia, essa é a segunda fase da operação que investiga a organização criminosa. Ao todo, os integrantes teriam lucrado mais de R$ 10 milhões com a venda de cirurgias bariátricas realizadas pelo SUS, em um hospital da Região Metropolitana de Curitiba.

Os sete mandados de busca e apreensão foram cumpridos em:

  • Carlópolis
  • Santo Antônio da Platina
  • Jacarezinho
  • Colombo

As prisões aconteceram em Carlópolis e em Colombo.

Segundo as investigações, o vereador teria falsificado guias do SUS, o que possibilitava encaminhamento de pacientes, principalmente de São Paulo, para fazerem cirurgias bariátricas em um hospital do Paraná.

Além do vereador, médicos também seriam suspeitos de assinar as guias.

A organização criminosa é investigada pelos crimes de extorsão, falsidade ideológica, uso de documento falso, concussão e organização criminosa.

Como o esquema era feito

O grupo criminoso usava as redes sociais ou indicações para entrar em contato com pessoas de vários estados brasileiros, principalmente São Palo e Santa Catarina, que demonstravam interesse em realizar cirurgia bariátrica.

Os pacientes, muitas vezes, estavam aguardando há anos na fila para serem operados pelo SUS, e acabavam aceitando pagar até R$ 3 mil em cirurgias que deveriam ser gratuitas.

As investigações ainda apontam que o grupo criminoso conseguia receber em duplicidade os valores pagos pelo SUS ao hospital pelas cirurgias bariátricas.

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