Segurança

“Um ex-marido com muito ódio”, advogado da família de Ana Paula fala sobre assassinato

“Entendemos que o motivo primordial, o estopim, é uma situação financeira”, disse o advogado da família, que contou sobre o andamento do processo de divórcio do ex-casal

Daniela
Daniela Borsuk com informações do repórter Tiago Silva, da RIC Record TV

Nesta sexta-feira (25), o advogado da família de Ana Paula Campestrini, a mulher de 39 anos que foi assassinada a tiros enquanto chegava em casa no bairro Santa Cândida, em Curitiba, na terça-feira (22), falou sobre suas impressões sobre o caso. Jeffrey Chiquini afirmou que muitos elementos comprovam a autoria do crime, que denominou como “bárbaro”. Wagner Cardeal Oganauskas, ex-marido da vítima, é suspeito de ser o mandante do crime, que teria sido executado por Marcos Antônio Ramon.

São inúmeros os motivos que deram causa a este crime bárbaro, já estamos nos inteirando da investigação, já posso adiantar à todos que há inúmeros elementos de autoria, são vastos os elementos de autoria que comprovam inclusive o mando e a execução deste crime”, disse o advogado.

Chiquini ainda listou quais motivos a família de Ana Paula acredita que tenham levado ao homicídio e que a qualificadora “motivo torpe” pode ser inserida na acusação contra os suspeitos.

“Os motivos são vários. Estão em um processo antigo de família, que inclusive o juiz daquele processo de família já percebeu que este fato poderia ocorrer. Entendemos que o motivo primordial, o estopim, é uma situação financeira. Tentam, inclusive, caminhar para um ciúmes, mas isso, somado a todo o ódio que ele tinha de Ana e, principalmente, essa motivação financeira que qualifica o crime como motivo torpe”.  

Disse Jeffrey Chiquini.

O advogado Chiquini afirmou que no processo judicial da família haviam R$ 60 mil em pensões atrasadas e que Wagner chegou a manifestar sua vontade em não partilhar os bens com a ex-esposa, Ana Paula, com quem ficou casado por 17 anos e teve três filhos.

“Um ex-marido com muito ódio de sua ex-esposa, que em um processo cível briga pela partilha de bens que lhe é de direito, briga naquele processo com ofensas, inclusive ao juiz, dizendo que não quer pagar nada à sua ex-esposa”.

relata o advogado.

Wagner e Marcos Antônio foram ouvidos pela polícia na tarde de quinta-feira (24) e ambos negaram qualquer tipo de envolvimento com o crime. Marcos Antônio, suspeito de ser o atirador que assassinou Ana Paula, foi o primeiro a ser ouvido e foi interrogado por cerca de 1h15 na Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

O ex-marido da vítima, Wagner, falou por 2h30 sobre o relacionamento do casal, que estava separado há cerca de três anos, e o processo judicial sobre o divórcio, que vinha se arrastando na Justiça.

Nesta sexta-feira (25), os suspeitos foram encaminhados para o Instituto Médico Legal (IML) para fazer um exame de lesão corporal. As investigações da Polícia Civil seguem e deve ser realizada nesta tarde uma perícia na sede do clube Sociedade Morgenau, onde Wagner é presidente e Marcos Antônio é diretor administrativo e financeiro.

Informamos aos nossos visitantes que nosso site utiliza cookies. Ao usar nosso site, você concorda com nossos Termos de Uso. A maioria dos navegadores aceita cookies automaticamente. Para ver quais cookies utilizamos, acesse nossa Política de Privacidade.