Segurança

Suspeito de matar a mãe asfixiada e esconder cartão de memória de câmeras nega crime

De acordo com a versão de Bruno, a mãe não teria morrido no dia das agressões flagradas pelas câmeras e sim no dia seguinte

Daniela
Daniela Borsuk com informações da Record TV São Paulo
Suspeito de matar a mãe asfixiada e esconder cartão de memória de câmeras nega crime
(Foto: Reprodução/ Record TV São Paulo)

9 de junho de 2021 - 14:14 - Atualizado em 9 de junho de 2021 - 14:14

Bruno Eustáquio Vieira, de 23 anos, suspeito de matar a própria mãe asfixiada, conversou com a equipe de reportagem da Record TV com exclusividade e negou o crime. Márcia Lanzana de Quadra, de 44 anos, foi encontrada morta na própria casa, no Guarujá, litoral de São Paulo, em dezembro do ano passado, com marcas de esganadura.

Somente agora a prisão preventiva do jovem foi decretada, após a polícia ter acesso ao cartão de memória com imagens de câmeras de segurança da residência, que o suspeito havia escondido no fogão. De acordo com a versão de Bruno, a mãe não teria morrido no dia das agressões flagradas pelas câmeras e sim no dia seguinte, em decorrência de um mau súbito.

“Eu não sei se foi por conta do nervoso, ou o que foi, eu não consigo explicar isso [a morte de Márcia]. Eu não agredi a ponto da minha mãe morrer”.

Disse Bruno.

Uma irmã de Márcia, tia do suspeito, afirmou que acredita que Bruno seja culpado, já que estranhou o fato da vítima colocar câmeras de segurança no interior da casa onde morava.

“Ela não tinha necessidade de colocar as câmeras dentro da casa dela, então eu acredito sim que ela ‘tava’ sentindo e que tinha mais alguma coisa acontecendo que ela não quis falar, talvez por vergonha”.

Disse a tia.

Outra tia contou que, conforme o que havia observado, o motivo para o crime seria por dinheiro, ganância. Bruno disse que a motivação da briga foi ele querer de casa, morar sozinho, e a mãe não aceitar a decisão.

Veja a reportagem na íntegra:

Câmeras

As câmeras de segurança haviam sido instaladas por Márcia há cerca de um mês. No vídeo, é possível ver o momento em que ela e o filho único discutem no quarto. Eles caem no chão, lutam, Bruno fica em cima da mãe e começa a esgana-la. Depois, quando a mulher fica imóvel, ele ainda verifica os batimentos cardíacos dela, colocando a mão em seu pulso e o no pescoço. O suspeito fica dentro do quarto por cerca de uma hora, depois sai, fecha a porta e vai até a sala, a poucos metros de distância.

No outro cômodo, Bruno pega o controle da televisão, liga o aparelho e senta no sofá calmamente, colocando os pés apoiados na mesa de centro. No dia seguinte, o suspeito acorda cedo, vai até a garagem, pega a moto e dirige para a academia. Durante todo este tempo, a mãe do jovem não aparece nas imagens. Bruno volta da academia e só então aparece fazendo uma ligação, desta vez aparentando estar preocupado, com as mãos na cabeça.

Conforme uma tia do rapaz, na ligação Bruno pediu ajuda e relatou que teria acabado de encontrar a mãe roxa e desacordada. Para a polícia, o jovem relatou que teria brigado com a mãe e a empurrado na noite anterior, e que ela teria batido a cabeça, mas que estava bem. Ele ainda contou que foi para a academia e que somente ao voltar teria encontrado Márcia sem vida.

Veja o vídeo: