Segurança

Suspeito de atacar mulheres em Curitiba diz que queria apenas conversar

O engenheiro de 40 anos está preso; existem relatos de assédios realizados por ele desde 2014

Redação RIC Mais
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Suspeito de atacar mulheres em Curitiba diz que queria apenas conversar
Foto: Reprodução/RIC Record TV

25 de novembro de 2020 - 15:39 - Atualizado em 25 de novembro de 2020 - 15:40

O advogado de defesa de Rodrigo Luís de Carvalho, de 40 anos, preso por suspeita de atacar mulheres em vários bairros de Curitiba declarou em entrevista, nesta quarta-feira (25), que seu cliente queria apenas conversar e trocar o telefone com as vítimas. 

“Nenhuma abordagem teve emprego de violência ou teve qualquer cunho sexual. Em conversa com ele, ele não nega, ele diz que realmente tem feito algumas abordagens, mas para troca de telefone, para conversa. Jamais teve qualquer ato libidinoso que é exigido para imputação do crime 215 de importunação sexual. Ele está aí, não se nega, não se furta a responder à Justiça na medida dos seus atos”, disse Altair Menetrier. 

Indagado sobre as denúncias de que Rodrigo costumava marcar consultas dermatológicas para assediar as médicas, o advogado apontou que ainda não foi informado sobre os casos. 

“Essa informação ainda não tivemos acesso, desconhecemos o teor dessas informações. Ele é um indivíduo muito pacato, tranquilo, na maioria das vezes, ele se encontra em casa. Não é de frequentar bares, casas noturnas, e a família está chocada esperando o final desse veredito”, pontuou o defensor.

O caso

As denúncias sobre um homem careca e de olhos azuis que vinha atacando mulheres em bairros como Santa Felicidade, Bigorrilho, Orleans e centro da capital iniciaram nas últimas semanas.

No entanto, após a prisão de Rodrigo na segunda-feira (23), a polícia descobriu que já existiam boletins de ocorrência registrados contra ele desde 2014. Conforme as denúncias, ele costumava marcar consultas com médicas dermatologistas e assediá-las nos consultórios. Foi apurado que em um curto período de tempo, Rodrigo chegou a marcar 38 consultas dermatológicas.

Relatos das vítimas

Segundo os relatos,  nas ruas, o suspeito costumava abordar as vítimas de maneira similar: se aproximava com alguma desculpa como pedir informações e só então mudava o tom e se tornava agressivo. 

“Ele falou ‘só quero fazer um carinho na sua cachorra’. Aí, quando eu disse ‘Não’, ele ficou muito bravo, falou com a voz totalmente agressiva ‘Me passa essa cachorra e vem aqui agora’. E nessa hora foi que eu vi que ele não estava ali simplesmente para paquerar ou para fazer uma cantada, ele estava realmente querendo fazer alguma coisa contra minha pessoa”, contou uma mulher, que prefere não se identificar”, contou uma das vítimas, que prefere não se identificar. 

Outra jovem, que também prefere manter sua identidade em sigilo, explicou que foi abordada quando chegava em casa no bairro Orleans.

“Quando ele me abordou, ele falou que queria uma informação, só quando ele chegou próximo, bem próximo, ele me atacou. E daí, eu gritei e tentei me defender e nisso ele voltou para o carro. Eu fiquei parada porque eu paralisei uns minutinhos e daí, eu corri para casa. Ele tem por volta de uns 40 anos, é careca, bem branco e tem os olhos bens claros, um azul bem claro”, disse.

Uma delas relatou que foi surpreendida por ele no bairro Bigorrilho, na Alameda Júlia da Costa. 

“Ele veio para cima de mim, andando rápido, chegando perto e já veio falando ‘Na verdade, te achei muito bonita’ e já com a mão lá embaixo, fazendo um gesto por cima da calça. Quando eu vi aquilo, eu gritei ‘Suma daqui, saia daqui’, brava e gritando e ele virou a volta e saiu. Eu fiquei aterrorizada, quase tive um ataque de pânico, meu coração saindo pela boca, eu não sabia o que fazia, olhava para os lados e não tinha ninguém”, explica. 

O caso segue em investigação.

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