Segurança

Sócios de boate onde pedreiro desaparecido foi visto pela última vez são presos

Gilmar Lourenço de Ávila teria se envolvido em uma briga no local; testemunhas afirmam que ele foi retirado da casa noturna desacordado

Redação RIC Mais
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Sócios de boate onde pedreiro desaparecido foi visto pela última vez são presos

21 de janeiro de 2021 - 14:38 - Atualizado em 21 de janeiro de 2021 - 14:45

Três sócios e um segurança da boate localizada em uma área rural da Lapa, na Região Metropolitana de Curitiba, onde Gilmar Lourenço de Ávila, de 32 anos, foi visto pela última vez com vida, em 24 de setembro de 2020, foram presos. 

De acordo com o delegado que investiga o caso, a contradição nos depoimentos e vestígios de sangue encontrados na casa noturna fez com que os sócios Alessandro Matheus, Antônio Marçal Bruno da Fonseca e Charles Junior Machado e o segurança Edimilton de Oliveira Rosa fossem apontados como os principais suspeitos

“Essas amostras foram levadas ao Instituto de Criminalística e quatro delas são de sangue humano de um indivíduo do sexo masculino com probabilidade de ser o sangue do Gilmar”, explicou Vinicius Maciel. 

O delegado ainda ressaltou que o carro de Charles foi apreendido e no veículo também foram localizadas machas de sangue, que dão indícios de que o corpo da vítima foi transportado no porta-malas.

“Essas amostras foram encontradas no câmbio do veículo, na marcha, e dentro do porta-malas, em cima do triângulo de sinalização”, completou Maciel. 

Na época, algumas testemunhas afirmaram à polícia que viram Gilmar ser tirado de dentro da boate desacordado e arrastado. 

Com a prisão dos suspeitos, a família do pedreiro recebeu uma denúncia anônima indicando onde o corpo de Gilmar foi jogado. O local fica em uma chácara abandonada, nas proximidades da casa noturna. Conforme os informantes, a vítima foi abandonada em um poço, depois de ser espancada durante uma briga

A equipe da RIC Record TV acompanhou os familiares até lá, mas nada foi encontrado. 

“Diz que tem três poços ao redor da boate, mas em qual, mas foi nesse que foi dado a certeza. […] É só boato parece que para que sei lá, tirar nós do foco, sei lá fazer o que, parece que estão judiando da família, não só judiaram talvez dele. Eu não sei o que fazer”, desabafou Karina, irmã de Gilmar. 

Emocionada, a irmã disse que a família iria sofrer menos se os suspeitos apontassem onde está o corpo, para que eles pudessem sepultar Gilmar com decência. 

“É um pesadelo todo dia. Não tem nem sentido mais. Eu vejo a minha mãe pedindo para nós acharmos, mas como? Não acha. Já arriscamos nossas vidas, paramos. Agora eles estão presos lá, voltamos a procurar, mas não acha”, disse chorando. 

“Ele é um ser humano como todo mundo, se ele tinha algum defeito, mas quem que não tem defeito nesse mundo. Eu não sei se vou superar, não sei se aguento, eu não sei nada dele. De certo foi jogado quem nem um porco no mato, sei lá onde”, disse a mãe do pedreiro aos prantos. 

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