Segurança

Homem que manteve relacionamento com serial killer faz revelações: “Não aparentava maldade”

Jovem contou que os dois tiveram um caso em 2013 e voltaram a se falar nos últimos anos

Guilherme
Guilherme Becker / Editor com informações da repórter Daniela Sevieri, da RIC Record TV
Homem que manteve relacionamento com serial killer faz revelações: “Não aparentava maldade”
(FOTO: DIVULGAÇÃO/ PCPR)

19 de maio de 2021 - 10:54 - Atualizado em 19 de maio de 2021 - 10:59

Um homem, que manteve um relacionamento em 2013 com José Tiago Correia Soroka, revelou com exclusividade à RIC Record TV detalhes do suspeito. O homem, apontado como Serial Killer de homossexuais em Curitiba, tem 33 anos e está sendo procurado pela Polícia Civil do Paraná (PCPR).  

De acordo com o ex-affair, Tiago Soroka não apresentava maldade e chegou a ser apresentado para amigos homossexuais do parceiro.

“Ele foi na minha casa, conheceu meus amigos. Era super tranquilo, não aparentava nada de maldade, nunca aparentou e foi uma surpresa ter visto isso dele”,

comentou o homem que não quer ser identificado.

O relacionamento do casal aconteceu em 2013. Um ano depois eles voltaram a trocar mensagens em uma rede social e chegaram a relembrar uma noite do passado. Já em 2015, eles conversaram desta vez em outra rede social. 

A última conversa entre o ex-casal foi em 2019. Na ocasião, Tiago revelou que estava morando em Curitiba. “Morando pros lados de Sta Felicidade”, escreveu o suspeito.

Apesar do rapaz revelar um perfil tranquilo do serial killer, o ex-sogro do suspeito contou uma versão diferente. O homem que é avô de uma criança de 4 anos, filho do Tiago Soroka, revelou que a filha já foi agredida pelo homem.

“A minha filha acabou sendo agredida por ele. Ele tentou dar um mata-leão nela. Ela desmaiou. Ela conseguiu voltar e se recuperou. Dos quatro anos, ele só passou um aniversário com o filho”,

contou ao Balanço Geral Curitiba, o ex-sogro do maníaco.

Procurado pela polícia

Tiago Soroka está sendo procurado pelo crime contra pelo menos quatro homossexuais, em Curitiba e em Abelardo Luz (SC). Três destas vítimas foram encontradas sem vida e com detalhes semelhantes. Os corpos tinham sinais de asfixia e estavam na cama, com uma coberta por cima. 

Além disso, equipamentos eletrônicos das vítimas foram levados. A princípio a polícia tratou os casos como homicídio, porém, com a falta dos aparelhos, a natureza foi alterada para latrocínio. Agora, a investigação apura se os equipamentos foram levados para ocultar provas dos crimes.

Para cometer os crimes, o suspeito utiliza da mesma técnica. Ao chegar no quarto das vítimas, o Serial Killer perguntava como o parceiro gostava de praticar relação sexual e pedia a vítima tirar a roupa de costas. Neste momento, o indivíduo aplicava um mata leão e matava os jovens por asfixia, com auxílio de um cobertor ou travesseiro.

No dia 11 de maio, um arquiteto teria recebido o serial killer em sua residência, em Curitiba. O suspeito teria tentado o golpe, mas a vítima conseguiu escapar. Confira as datas dos crimes:

  • 16 de abril: Professor Robson Paim é encontrado morto dentro do apartamento, em Abelardo Luz (SC)
  • 27 de abril: Enfermeiro David Júnior Alves é encontrado morto dentro do apartamento, em Curitiba
  • 4 de maio: Estudante de medicina Marco Vinicio Bozzana é encontrado morto dentro do apartamento, em Curitiba
  • 11 de maio: Arquiteto é vítima de tentativa de homicídio, em Curitiba

Possível quarta morte

A morte de um jovem, de 28 anos, na região de Curitiba, também pode ter relação com o serial killer. O caso foi registrado no dia 30 de abril, e, a princípio, não havia suspeita de ligação. Entretanto, Tiago Soroka era ex-funcionário da vítima.