Segurança

Polícia investiga se há ligação entre mortes de jovens gays, em Curitiba

Homem usou da confiança das vítimas para praticar os crimes

Guilherme
Guilherme Barchik com informações de Thaís Travençoli, da RIC Record TV Curitiba
Polícia investiga se há ligação entre mortes de jovens gays, em Curitiba
(Foto: Reprodução / Rede Social)

12 de maio de 2021 - 13:05 - Atualizado em 12 de maio de 2021 - 13:21

Nos últimos dias, duas mortes chamaram a atenção das autoridades policiais e de ativistas do grupo Aliança Nacional LGBTI. Dois jovens de 25 e 28 anos, os dois da área da saúde, solteiros e que moravam sozinhos em seus apartamentos. Os dois com sinais de asfixia.

O assassino não se importou câmeras de segurança nos prédios e nem com as pessoas que circulavam nos condomínios.

A Polícia Civil investiga se há ligação entre as mortes e se o assassino pode ter usado um aplicativo de relacionamento para chegar até as vitimas. O aplicativo Grindr é americano e foi criado há 12 anos, tem acesso fácil e utiliza-se de geolocalização – recurso que permite determinar a posição geográfica de um dispositivo com base em um sistema de coordenadas.

(Arte: Reprodução / Balanço Geral Curitiba)

As vítimas

David Levisio de 28 anos foi encontrado morto no apartamento
no bairro Lindóia
. Cinco dias depois, Marcos Vinício Bozzana da Fonseca de 25 anos estava morto no apartamento no bairro portão.

Orientações

A Aliança Nacional LGBTI acompanha os casos de perto e nessa semana lançou uma cartilha com orientações para quem usa aplicativos de relacionamento.

“Vai marcar um encontro, marque em local público. Você está chamando para sua casa, desça, receba na portaria. Ao entrar, peça para pessoa tirar a máscara perto de uma câmera para que o rosto fiquei filmado”,

orienta Marcel Jeronymo, advogado da Aliança Nacional LGBTI.

José Colhado, especialista segurança digital alerta para os cuidados com detalhes da vida pessoal nos aplicativos e dá orientações de segurança na hora marcar um encontro.

“Criminosos, acreditando em um anonimato, acabam usando esses ambientes para cometer crimes. Por isso, é importe que o usuário se atente a algumas recomendações, como deixar de compartilhar informações excessivas. De preferência comunique um amigo de confiança sobre o encontro”,

ressalta José Colhado, especialista em direito digital.