Segurança

Sequestro de criança de 4 anos em Palhoça foi motivado por pornografia infantil

Conforme a investigação, o objetivo do casal que levou a menina era praticar abuso sexual e produzir material de pornografia infantil; eles se aproximavam de famíliias carentes pelas redes sociais

Redação RIC Mais
Redação RIC Mais
Sequestro de criança de 4 anos em Palhoça foi motivado por pornografia infantil
Foto: Reprodução/RIC Record TV

31 de dezembro de 2020 - 15:31 - Atualizado em 31 de dezembro de 2020 - 15:40

A Polícia Civil concluiu o inquérito sobre o sequestro de uma menina de 4 anos em Palhoça, Santa Catarina, ocorrido no dia 18 de dezembro. De acordo com a investigação, o casal que foi preso após ser encontrado em posse da criança cometeu o crime com o objetivo de praticar abuso sexual e produzir material de pornografia infantil. 

A menina ficou cerca de 48h nas mãos dos suspeitos e, conforme a polícia, não chegou a ser abusada. 

Os investigadores descobriram que o casal costumava se aproximar de famílias carentes pelas redes sociais e oferecer alimentos, passeios e ajuda. Depois de conquistarem a confiança dos pais das vítimas, eles então pediam para que as crianças ficassem alguns dias sob seus cuidados na residência onde viviam. 

Pelo menos um crime de estupro de vulnerável foi comprovado por meio de imagens encontradas na casa dos suspeitos. 

“Teve que criança que foi apurado que eles passaram mais de um mês na casa do casal. Uma dessas crianças, a Polícia Civil acabou descobrindo que foi vítima de crimes de abuso sexual, produção de imagens pornograficas, bem como, crimes de armazenamento de imagem pornográfica. Essa mesma criança foi apurado que ela teria sido vítima de crime de dignidade sexual, em especial, o crime de estrupo de vulnerável”, explicou o delegado Fábio Pereira. 

Em depoimento, os dois negaram que tenham cometido qualquer tipo de crime. Ambos seguem presos e foram indiciados pela Polícia Civil por:

  • sequestro qualificado pela vítima ser menor de 18 anos;
  • armazenamento de pornografia infantil;
  • produção de pornografia infantil;
  • abuso e estupro de vulnerável;
  • lesão corporal grave (praticado contra a mãe da menina sequestrada em Palhoça);
  • maus-tratos a animais (porque foram encontrados indícios de crime dessa natureza na residência). 

O sequestro da criança

A menina foi raptada de dentro da casa onde vive com a família por volta das 21h do dia 18 de dezembro. Ela estava sozinha com sua mãe e a mulher foi agredida com uma paulada na cabeça para que a criança fosse levada. 

A mulher precisou ser encaminhada para um hospital para receber tratamento devido ao ferimento. 

Na ocasião, vizinhos relataram à polícia que viram um casal em um Fiat Gol branco chegando na casa das vítimas. 

Durante a apuração do caso, a mãe da vítima contou que poucos dias antes do sequestro havia flagrado um casal tentando levar a criança para comprar doces. 

“A mãe não queria que eles levassem a criança porque teria sido a segunda vez. A primeira vez, ela abordou esse casal tentando levar a criança para comprar doces e ela não deixou que levassem. Nessa segunda vez, segundo ela, foi atacada sem nem saber quem teria atacado”, disse Eliane Chaves, diretora de polícia. 

O cativeiro foi descoberto depois que os investigadores localizaram o carro usado para levar a menina. Na casa em Florianópolis, no norte da Ilha de Santa Catarina, foram encontrados o casal que foi preso em flagrante e a menina. 

Os policiais também informaram na residência o cenário era de “bagunça generalizada”: havia fezes de animais misturadas com roupas de crianças, além de brinquedos macabros e bonecas pintadas

Informamos aos nossos visitantes que nosso site utiliza cookies. Ao usar nosso site, você concorda com nossos Termos de Uso. A maioria dos navegadores aceita cookies automaticamente. Para ver quais cookies utilizamos, acesse nossa Política de Privacidade.