Segurança

Polícia Federal do Paraná divulga momento da prisão do “Rei do Bitcoin”

Claudio Oliveira acumula um passado criminoso de estelionato e desvio de dinheiro

Aline
Aline Taveira / Produtora com informações da Record TV
Polícia Federal do Paraná divulga momento da prisão do “Rei do Bitcoin”
(Foto: Reprodução)

12 de julho de 2021 - 12:01 - Atualizado em 12 de julho de 2021 - 15:56

Um suspeito de estelionato pode ter desviado de milhares de clientes, que investiram em criptomoedas, dinheiro virtual mais de R$1,5 bilhão. Essa semana, o Rei do Bitcoin foi preso durante uma operação da Polícia Federal do Paraná.

Cláudio Oliveira foi encontrado no último dia 5, em uma quitinete em Curitiba, após meses de monitoramento da polícia. Ele é acusado de chefiar um grupo, criado em 2017, chamado de Bitcoin Banco. Segundo a Polícia, o grupo prometia lucros altos aos investidores, mas desviava o dinheiro.

“O grupo criou um instrumento interno em que somente ele podia manipular, somente ele garantia que aquele valor era o que estava ali, na plataforma. Então, a pessoa acreditava. Só que a partir do momento que os recursos ingressavam nas contas do Grupo Bitcoin Banco, lá dentro havia uma verdadeira confusão patrimonial e aqueles valores eram usados conforme o Claudio desejava”, afirmou o delegado da Polícia Federal, Filipe Race, em entrevista ao Domingo Espetacular

A estimativa da PF é que o grupo tenha desviado mais de R$1,5 bilhão, de cerca de sete mil investidores.

No entanto, foi descoberto um passado criminoso de Claudio. Foram encontrados registros de 2014, onde ele e a esposa mandam e-mails para futuros investidores tentando atraí-los com promessas de lucro rápido. No entanto, os investidores perdiam tudo. A polícia descobriu também que, em 2013, Claudio foi condenado na Suíça por falsificação de documentos, estelionato e abuso de confiança.

A esposa de Claudio e um agiota, que teria envolvimento no esquema, também foram presos. Entretanto, devem responder em liberdade.

Foram apreendidos 14 carros de luxo e cerca de R$5,8 milhões em bens como joias, relógios e bolsas.

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