Segurança

Rei do Bitcoin e mais oito pessoas são indiciadas pela Polícia Federal

Polícia Federal concluiu inquérito contra Claudio José de Oliveira, a esposa Lucinara da Silva Oliveira e mais sete pessoas, suspeitos de um golpe milionário envolvendo falsas negociações de criptoativos

Giselle
Giselle Ulbrich
Rei do Bitcoin e mais oito pessoas são indiciadas pela Polícia Federal
(Foto: Divulgação/PF)

4 de agosto de 2021 - 19:58 - Atualizado em 4 de agosto de 2021 - 19:58

A Polícia Federal concluiu, na terça-feira (03), o inquérito do “Rei do Bitcoin”. Claudio José de Oliveira foi indiciado pelos crimes de estelionato, organização criminosa, crime contra a economia popular, crime falimentar, crime contra sistema financeiro e tentativa de embaraço às investigações. A esposa dele, Lucinara da Silva Oliveira, também foi investigada e, assim como o marido, está presa. Ela foi indiciada pelos crimes de estelionato, organização criminosa e crime contra a economia popular

Claudio e Lucinara, diz a Polícia Federal, não cometeram os crimes sozinhos. Além deles, outras sete pessoas também se envolveram na fraude milionária e foram indiciados no inquérito. Agora, o Ministério Público está analisando os autos para oferecer denúncia contra os nove. Depois disto, o próximo passo será o juiz federal analisar o pedido do MP, para ver se acata a denúncia, e por quais crimes, para cada indiciado.

Marcelo Barbosa de Almeida, advogado de Claudio e Lucinara, preferiu não se pronunciar sobre o caso, visto que o processo tramita em segredo de Justiça. Ele disse que prefere ver qual será a manifestação do Ministério Público e depois do juízo federal. O defensor já pleiteou a liberdade provisória dos clientes, ainda sem sucesso.

Operação Daemon

Resultado do aprofundamento das investigações das operações fraudulentas de negociação de criptoativos, a Polícia Federal deflagrou, no início de julho, a Operação Daemon. A coleta de provas e prisão dos suspeitos embasou a conclusão do inquérito.

Conforme as investigações, o “Rei do Bitcoin” tinha ligação com várias corretoras de valores, que começaram a ser investigadas em 2019, após o proprietário de uma delas dar queixa à polícia que tinha sido vítima de um ataque cibernético. Nele, os valores de todos os credores ficaram bloqueados.

Como o empresário passou a não colaborar com as investigações, a Polícia Federal desconfiou que o suposto ataque era falso e passou a mapear o grupo criminoso. Os suspeitos prometeram devolver o valor bloqueado em parcela aos clientes, o que nunca aconteceu. A polícia ainda descobriu outras manobras que o grupo teria feito, para supostamente se livrar de ações cíveis que estão respondendo na Justiça.