Segurança

Após ser ameaçada de morte, vereadora eleita em Curitiba registra boletim de ocorrência

Carol Dartora (PT) já vinha recebendo ataques racistas durante a campanha, mas agora um criminoso afirmou que iria até sua residência para matá-la

Redação RIC Mais
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Após ser ameaçada de morte, vereadora eleita em Curitiba registra boletim de ocorrência
Foto: Reprodução/RIC Record TV

7 de dezembro de 2020 - 15:02 - Atualizado em 7 de dezembro de 2020 - 15:18

Carol Dartora (PT), a primeira vereadora negra eleita de Curitiba, registrou um boletim de ocorrência no Núcleo de Combate a Crimes Cibernéticos (Nuciber) na manhã desta segunda-feira (7) devido a uma ameaça de morte que sofreu por e-mail. 

Ao longo da campanha, Dartora já vinha recebendo ataques racistas, mas na mensagem em questão, o crime foi além e em meio a  xingamentos e ofensas, o criminoso citou inclusive o endereço da residência da vereadora, onde declarou que iria para matá-la. 

“Eu não consegui dormir porque estava exposto lá meu endereço. Então, qualquer barulho à noite eu já estava achando que tinha gente dentro da minha casa. Eu espero que as pessoas que estão promovendo esses ataques sejam responsabilizadas, sejam punidas”, desabafou Dartora. 

Nas próximas horas, representantes da Nuciber devem se reunir com a Secretaria de Segurança Pública do Paraná para solicitar reforços na segurança da vereadora. A Polícia Federal também será notificada sobre o crime. 

Dartora fez questão de ressaltar que a ameaça não é nada mais do que o reflexo da sociedade racista e desigual em que vivemos no Brasil. 

“Em pleno 2020 tem toda essa comoção, todo esse ódio em torno do fato de que uma mulher negra se elegeu. É o absurdo que a gente vive mesmo, da desigualdade racial que a gente vive”, finalizou a vereadora

Primeira vereadora negra de Curitiba é ameaçada de morte

Dartora, que foi eleita na capital paranaense com 8.874 votos nas eleições municipais de 2020, usou suas redes sociais neste domingo (6) para falar sobre a ameaça de morte que recebeu.

“Querem nos silenciar antes mesmo de tomarmos posse. Querem diminuir nossa grito por liberdade e justiça. Porém sigo ainda mais resoluta a lutar por um mundo onde todos e todas tenham direito e acesso a igualdade e dignidade”, declarou a vereadora.