Segurança

Porto de Paranaguá é uma das principais portas de saída de drogas do Brasil

Entre os anos de 2010 e 2020, foram apreendidas no Porto de Paranaguá 35.301 quilos de cocaína, perdendo apenas para o Porto de Santos, em São São Paulo

Redação RIC Mais
Redação RIC Mais com reportagem especial de Marc Sousa da RIC Record TV, Curitiba
Porto de Paranaguá é uma das principais portas de saída de drogas do Brasil
Foto: Reprodução/RIC Record TV

18 de fevereiro de 2021 - 15:59 - Atualizado em 18 de fevereiro de 2021 - 16:06

Só em 2020, passaram pelo Porto de Paranaguá, no litoral do Paraná, mais de 57 milhões de toneladas de produtos diversos. O segundo maior porto do Brasil é essencial para o comércio mundial e, por isso, está na rota do tráfico internacional de drogas

Boa parte da cocaína produzida na América do Sul é enviada para Europa dentro de containers, levados por navios. Para se ter uma ideia do volume da exportação de drogas, entre os anos de 2010 e 2020, foram apreendidas no Porto de Paranaguá 35.301 quilos de cocaína, perdendo apenas para o Porto de Santos, em São Paulo, onde foram apreendidas 101.135 quilos da droga. 

O delegado Luciano Andreoli, da Receita Federal, explica que a fiscalização no porto é rígida. Além de todos os lacres de contêineres serem analisados – em busca de um possível rompimento, o que torna as cargas suspeitas -, as cargas que seguem para Europa, obrigatoriamente, passam por um scanner de alta potência. Tudo para combater o tráfico internacional.

“A Receita Federal em Paranaguá tem um grande aparato, tem mais de 400 câmeras nos recintos, o scanner de alta potência, que é usado em todas as cargas que vão para a Europa”, pontua Andreoli. 

No entanto, mesmo com a fiscalização intensa, que ocorre 24h por dia, boa parte da droga não é encontrada

“Segundo dados da Receita Federal e até da Polícia Federal, já foi falado em várias ocasiões, na realidade, a apreensão é em torno de 30% do que realmente é exportado. Está certo que algumas vezes, o que é exportado é monitorado para se pegar a droga no destino dela. Então, muitas apreensões são fora do Brasil com o intuito de se buscar quem é o receptador”, explica Carlos Carvalhal, especialista em segurança portuária. 

Assista à reportagem completa: 

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