Segurança

Policial que matou copeira em Curitiba pode ter pena aumentada em júri popular

Ao invés de homicídio simples, Kátia irá ser julgada por homicídio qualificado.

Giselle
Giselle Ulbrich
Policial que matou copeira em Curitiba pode ter pena aumentada em júri popular

15 de junho de 2021 - 18:48 - Atualizado em 15 de junho de 2021 - 18:48

A policial civil Kátia das Graças Belo, acusada de matar a copeira Rosaira Miranda da Silva, 44 anos, pode pegar mais anos de prisão quando for a júri popular. Isto porque o advogado defensor da família da copeira, Ygor Salmen, recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para manter as qualificadoras para o crime de homicídio ao qual Kátia é acusada.

Kátia é acusada de matar a copeira no dia 23 de dezembro de 2016 no bairro Centro Cívico, em Curitiba. A policial, que mora num prédio ao lado onde a equipe de trabalho da copeira fazia uma confraternização de fim de ano, disse que se irritou com o barulho da festa e atirou da janela do seu apartamento. Rosaira foi atingida na cabeça e morreu nove dias depois, internada no hospital.

A policial responde a processo e foi mandada a júri popular pelo homicídio. No entanto, a defesa dela entrou com recurso no Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) e consguiu retirar as três qualificadoras: motivo fútil, meio que impossibilitou defesa da vítima e perigo comum, já que o tiro que a investigadora de polícia deu poderia ter atingido outras pessoas na festa.

Retirando-se as qualificadoras – que podem gerar de 10 a 30 anos de prisão – Kátia passsaria a responder apenas por homicídio simples, cuja pena vai de 6 a 20 anos de prisão. O receio do advogado Ygor era que, mesmo condenada, por ser policial, Katia sequer fosse presa e cumprisse a pena apenas utilizando tornozeleira eletrônica.

Por isto ele recorreu ao STJ, para reverter a decisão do TJ-PR e reincluir as qualificadoras do homicídio. E em julgamento do STJ na tarde desta terça-feira (15), o advogado conseguiu manter duas qualificadoras: motivo fútil e meio que impossibilitou a defesa da vítima. Quando for a júri, isto poderá aumentar a pena da policial.

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