Segurança

Policial motorista de app nega estupro e afirma que relação sexual com adolescente foi consensual

Apesar do registro do boletim de ocorrência, anteriormente o policial negou o caso em um áudio enviado em um aplicativo de mensagens

Renata
Renata Nicolli Nasrala / Editora
Policial motorista de app nega estupro e afirma que relação sexual com  adolescente foi consensual
Foto: reprodução da RIC Record TV

3 de setembro de 2020 - 14:52 - Atualizado em 3 de setembro de 2020 - 14:52

Em uma delegacia distrital, o policial militar suspeito de estuprar a adolescente de 15 anos fez um boletim de ocorrência. No documento, ele afirmou que manteve relação sexual com a jovem, mas negou que tenha se tratado de estupro. Segundo ele, tudo que aconteceu de forma consensual.

Além disso, no mesmo boletim de ocorrência o policial militar alega que a adolescente é garota de programa, e teria cobrado o valor de R$ 40 para ter relações com ele.

Adolescente acusa policial motorista de app de estupro

Apesar do registro do boletim de ocorrência, anteriormente o policial negou o caso em um áudio enviado em um aplicativo de mensagens.

“Eu sou policial, pai de família, jamais jamais ia fazer isso daí. Eu to tentando procurar foto da menina aqui, mas eu nem lembro de ter levado ela. Talvez tenha levado, talvez nem tenha. Eu acho que é uns problemas de inimizade aí. Alguma coisa que alguém inventou, porque pelo amor de Deus, jamais faria isso com uma menina”.

Guerra de versões: policial motorista de app nega estupro, mas confirma relação sexual em boletim de ocorrência

Conforme a adolescente, não há motivos para ela inventar uma história dessas.

“Primeiro no áudio ele fala que nunca viu, que nunca fez corrida nenhuma, que ia ver minha foto de perfil… e agora fala que ele teve relação comigo mesmo, me estuprou na verdade né, ele não fala mas ele me estuprou porque eu sou menor de idade. E depois vem falar que eu sou garota de programa”.

Segundo a delegada Ellen Victer, do Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes, o NUCRIA vai continuar as diligências do inquérito policial, além de aguardar a chegada do laudo da perícia pelo Instituto Médico-Legal (IML) de Curitiba.

“Estamos intimando as testemunhas pra poderem ser ouvidas aqui também. E ao final de tudo o noticiado vai ser interrogado aqui pela Polícia Civil”.

Em entrevista ao repórter Tiago Silva, a delegada também confirmou que o suspeito realizou um boletim de ocorrência em uma delegacia distrital.

“No boletim de ocorrência ele afirma que houve relação sexual, porém ela foi consentida, não houve ali ameaça nem violência para o ato. (…). Aqui ele vai ser ouvido já na qualidade de interrogado”, explicou Ellen Victer.

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Foto: reprodução RIC Record TV

Nota do Batalhão de Polícia de Guarda (BPGd)

Na tarde desta quinta-feira (3), o Batalhão de Polícia de Guarda (BPGd) informou que foi instaurado um Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar as circunstâncias do fato envolvendo o militar estadual da unidade.

“Foi solicitado para que o profissional devolva o armamento da Corporação, e o afastamento dele ainda não ocorreu por que ele está em período de férias”.

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