Segurança

Policial militar é agredida por dona de bar durante ocorrência em Curitiba

Comerciante não gostou de ser chamada atenção duas vezes por causa de som alto no estabelecimento. Ela e seus pais agrediram a policial que atendia a ocorrência.

Giselle
Giselle Ulbrich com informações do repórter Marcelo Borges
Policial militar é agredida por dona de bar durante ocorrência em Curitiba
Foto: Reprodução

24 de julho de 2021 - 11:46 - Atualizado em 24 de julho de 2021 - 11:46

Uma soldado do 13.º Batalhão da Polícia Militar foi agredida, durante um atendimento de perturbação de sossego, em Curitiba, na madrugada deste sábado (24). Os agressores foram a dona de um bar e os pais dela, que não gostaram da PM encerar o som alto que ocorria no estabelecimento.

A confusão ocorreu na Rua Emilia Zola, no bairro Lindóia, no início da madrugada. Conforme apuração do repórter Marcelo Borges, da RIC Record TV, a vizinhança chamou a Polícia Militar por causa de som alto no estabelecimento. A mesma equipe da PM foi ao local duas vezes, por causa das reclamações.

Na segunda vez, como viram que a dona do bar não acatou o pedido para abaixar o som, pois aumentou poucos minutos depois da primeira orientação da PM, tentaram encaminhá-la ao 13.º Batalhão, para assinar termo circunstanciado por perturbação de sossego. Conforme a soldado Paim, aí é que começaram as agressões. Ela foi agredida tanto pela dona do bar, quanto pelos pais da comerciante. Levou socos, chutes, pontapés e puxões de cabelo. Ficou com vários arranhões no rosto. Até o óculos da policial foi quebrado.

Os três agressores foram levados à Central de Flagrantes, no bairro portão, onde foram autuados por dano, lesão corporal, perturbação de sossego e desacato. Outras quatro pessoas que estavam no bar também foram encaminhadas à delegacia e a caixa de som foi apreendida.

A soldado Paim foi levada ao Instituto Médico-Legal (IML), para fazer exame de lesões corporais. Ela lamentou que a ocorrência tenha terminado desta forma. “A gente tenta conversar, mas normalmente as pessoas não entendem o nosso trabalho, infelizmente”, disse a soldado, ao repórter Marcelo Borges.