Segurança

Policiais militares e moradores de Cascavel se desentendem em ocorrência de perturbação de sossego

Equipe da PM afirma que estava sendo ameaçada pela população e disparou dois tiros de arma de fogo; uma jovem de 20 anos foi atingida pelos estilhaços e a mãe afirma que ela não teria envolvimento no caso

Julia
Julia Cappeletto / Estagiária com supervisão de Caroline Berticelli
Policiais militares e moradores de Cascavel se desentendem em ocorrência de perturbação de sossego
(Foto: Rodrigo Lima)

26 de julho de 2021 - 14:43 - Atualizado em 26 de julho de 2021 - 15:15

Uma confusão entre moradores do Bairro Morumbi, na Região Norte de Cascavel, no Oeste do Estado, e a Polícia Militar foi registrada na noite de domingo (25). Uma garota de 20 anos foi ferida com estilhaços de tiros realizados pelos policiais, que afirmam que estavam sendo ameaçados na situação.

De acordo com a PM, uma equipe foi acionada para atender uma ocorrência de perturbação de sossego, uma vez que um grupo de pessoas estaria causando tumulto e estavam com música alta. Com a chegada de dois policiais, o proprietário do veículo Corsa, que estava com música alta, teria desacatado os militares, que teve que ser detido. Mas, o homem resistiu e novamente foi preciso contê-lo.

Durante o ato, segundo a PM, ao menos 12 pessoas que estavam no local ameaçaram agrediram os dois policiais presentes, sendo preciso pedir reforço policial. Neste momento, uma pessoa, que estaria portando um machado, tentou atacar a PM, e foi preciso realizar um disparo de arma de fogo para dispersas as pessoas. Outro policial presente fez mais um disparo, que conseguiu afastar a população.

Os estilhaços dos tiros acabaram acertando uma jovem de 20 anos, que foi atendida pelo Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate). De acordo com a mãe da menina, quando ela ficou sabendo da situação estava no trabalho, e teria ficado incrédula, uma vez que a filha não teria envolvimento no caso.

“Minha irmã me ligou e disse que a polícia tinha dado um tiro lá dentro de casa. E o meu irmão Lucas, que é o dono do Corsa, estava irregular e estacionado na frente da minha casa com o som ligado. Tá, ele estava errado, então, os policiais deveriam ter feito o procedimento com o Lucas, não dentro da minha casa, não dando tiro. Os estilhaços atingiram a perna da minha filha. Eu saí desesperada do meu trabalho, larguei meu horário de trabalho pra ver o que estava acontecendo. Os policiais tinham chamado reforço, porque falaram que estavam sendo agredidos, mas pelo que eu vi da população não era nada disso”.

Sonora – sem identificação

A Polícia Militar encaminhou seis envolvidos na situação para a 15ª SDP por desacato e ameaça.