Segurança

Polícia oferece recompensa por informações que levem a moto usada para executar Ana Paula Campestrini

A motocicleta, filmada por várias câmeras de segurança, está desaparecida desde o dia do crime

Redação RIC Mais
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Polícia oferece recompensa por informações que levem a moto usada para executar Ana Paula Campestrini
Foto: Reprodução/Câmera de Segurança

28 de junho de 2021 - 14:38 - Atualizado em 28 de junho de 2021 - 15:07

A Polícia Civil, através da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), oferece uma recompensa de R$ 2 mil por informações que possam ajudar na localização da motocicleta usada para executar Ana Paula Campestrini na última terça-feira (22). 

Segundo post feito na rede social da delegada Tathiana Guzella, responsável pelo caso, trata-se de uma moto 80 BMS 180, Bull Motors, não emplacada e sem o retrovisor esquerdo.

O ex-marido da vítima, o advogado Wagner Cardeal Oganauskas, e Marcos Antônio Ramon estão presos por suspeita de serem, respectivamente, o mandante e executor do crime. Ambos são amigos e trabalhavam juntos na administração do clube Sociedade Morgenau.

Câmeras de segurança registram Ana Paula sendo seguida pelo assassino de motocicleta, em todo o trajeto entre o clube, localizado no bairro Cristo Rei, até em casa no bairro Santa Cândida, onde foi morta com cerca de 14 disparos de arma de fogo.

De acordo com a investigação, os suspeitos esconderam a motocicleta em um barracão do clube dias antes do crime. Testemunhas entregaram à polícia fotografias que mostram o veículo no local. Na sexta-feira (25), policiais realizaram uma perícia no galpão com o objetivo de apurar a veracidade das imagens. 

Foto: Reprodução/Polícia Civil

O crime

Ana Paula Campestrini foi morta a tiros na frente do condomínio onde morava, no bairro Santa Cândida, em Curitiba, na manhã do dia 22 de junho. Menos de 48 horas após o homicídio, a Polícia Civil prendeu o ex-marido da vítima, o advogado Wagner Cardeal Oganauskas, e Marcos Antônio Ramon por suspeita de serem, respectivamente, o mandante e executor do crime. Ambos são amigos e trabalhavam juntos na administração do clube Sociedade Morgenau.

A família de Ana Paula acredita que ela foi executada por motivos financeiros, já que travava uma batalha judicial de divisão de bens após o divórcio. Além disso, testemunhas relatam que após o fim do casamento que durou 17 anos, o advogado passou a manipular os três filhos do casal e dificultar as visitas da ex-mulher as crianças. A situação já se arrasta por aproximadamente três anos.

Na manhã em que foi morta, Ana Paula foi até a Sociedade Morgenau, na ocasião presidida pelo advogado, para fazer uma carteirinha de sócia. O objetivo era poder entrar no local e ter contato com os filhos, já que até então, não era autorizada a entrar e precisava esperar na calçada para poder vê-los de longe. No entanto, após sair de lá, ela foi perseguida por um motociclista e executada com cerca de 14 disparos de arma de fogo, quando aguardava o portão do condomínio em que vivia abrir. 

caso ana paula
Na imagem estão, da esquerda para a direita: Wagner Cordeal, Ana Paula Campestrini e Marco Antônio. (Foto: Reprodução/ Redes Sociais)

Para a delegada Marcos Antônio era quem conduzia a moto e assassinou Ana Paula. Ele trabalhava como diretor administrativo e financeiro do clube e mensagens obtidas pela polícia mostram que ele sabia que a vítima iria até a Sociedade Morgenau naquela manhã de terça-feira.

Entre as provas reunidas pela investigação, até o momento, também estão imagens de câmeras de segurança que flagraram a vítima sendo perseguida pela motocicleta logo que deixa a associação e fotografias que mostram a motocicleta escondida em um barracão da Sociedade Morgenau.

Após a prisão dos suspeitos na quinta-feira (24), o clube Sociedade Morgenau informou, por meio de nota, que ambos foram afastados de suas atividades e que a instituição está à disposição da Justiça e das autoridades policiais para prestar esclarecimentos.

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