Segurança

Polícia diz que mãe foi cúmplice do assassinato da filha no Piauí

A mulher mentiu para a polícia sobre a morte da advogada Izadora Santos Mourão e contratou uma faxineira para limpar o sangue da filha

Redação RIC Mais
Redação RIC Mais com R7
Polícia diz que mãe foi cúmplice do assassinato da filha no Piauí
Foto: Reprodução/R7

17 de fevereiro de 2021 - 15:38 - Atualizado em 17 de fevereiro de 2021 - 15:42

A Polícia Civil acredita que a mãe da advogada Izadora Santos Mourão, de 41 anos, encontrada morta no último sábado (13), em Pedro II, no Piauí, foi cúmplice do assassinato da própria filha e acobertou seu outro filho, o jornalista João Paulo Mourão, que está preso pelo crime. 

De acordo com a investigação, além de contratar uma pessoa para limpar o sangue da filha que foi executada em um quarto da residência da família, Maria Nerci também mentiu sobre a presença de uma suspeita que não existe. Tudo para que o filho não fosse culpado pelo crime. 

Em depoimento, mãe e filho alegaram que Izadora recebeu uma vendedora e foi até o quarto para conversar com a mulher. Algum tempo depois, a suposta vendedora teria saído do cômodo e afirmado que estava indo embora. Na sequência, Maria teria ido até o local e encontrado a filha morta caída no chão. 

No entanto, Francisco Costa Barreta, coordenador da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa, afirmou que a história contada não condiz com as provas apuradas. Segundo a perícia, Izadora foi morta a facadas no quarto do irmão e, posteriormente, arrastada para seu quarto.

A mãe foi cúmplice do outro filho, acima à esquerda, que matou a irmã. (Foto: Reprodução/R7)

Uma faxineira confirmou à polícia que foi contratada para limpar o sangue da vítima. Além disso, ela afirmou que foi orientada pela mãe de Izadora a dizer que João Paulo estava dormindo no momento do crime. 

Por fim, o delegado ressalta que ao encontrar a filha esfaqueada, em vez de ligar para o socorro, a mãe ligou para a faxineira.

A advogada foi assassinada com sete golpes de duas facas. A polícia encontrou os utensílios escondidos na casa de uma tia e de um primo de João Paulo. 

Motivação

O advogado Mauro Benício Júnior, que acompanha o caso como representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PI), declarou ao jornal local GP1, que o crime pode ter sido motivado pela herança e o seguro de vida deixado pelo pai dos irmãos, recém falecido. Além disso, Mauro pontuou que Izadora havia se divorciado recentemente e, por isso, começou a sair para se divertir e encontrar namorados. Comportamento que estava causando conflitos na família. 

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