Segurança

Polícia descarta relação de atentado com mercado de criptomoeda e fala em desfecho surpreendente

Imagens de câmeras de segurança flagraram o momento em que os suspeitos de carro perseguem o veículo de Guilherme e, logo depois, voltam à cena do crime

Daniela
Daniela Borsuk com informações de Tiago Silva | RIC Record TV
Polícia descarta relação de atentado com mercado de criptomoeda e fala em desfecho surpreendente
Câmeras de segurança mostram suspeitos na cena do crime (Foto: Reprodução/ Polícia Civil)

9 de abril de 2021 - 13:46 - Atualizado em 9 de abril de 2021 - 13:46

Nesta sexta-feira (9), o delegado Thiago Nóbrega, que investiga o atentado a tiros contra Guilherme Grabarski, descartou a relação do crime com o mercado de criptomoedas. Guilherme era diretor de uma empresa do ramo e foi cogitado que o crime tivesse sido motivado devido à atividade, mas a hipótese não está mais sendo levada em consideração pela Polícia Civil.

Em entrevista para o repórter Tiago Silva, da RIC Record TV, o delegado ainda confirmou que Guilherme era realmente o alvo dos atiradores e que uma nova linha de investigação já está sendo estudada. Thiago Nóbrega afirmou que o desfecho do crime pode ser surpreendente e muito diferente do que foi cogitado nos primeiros momentos das investigações.

“Eu acredito que o desfecho será totalmente diverso, é claro que quando a gente acaba iniciando uma investigação que envolve este ramo de atividade, essa questão de criptomoeda, chama muito a atenção pois é um mercado de risco onde muitos ganham, alguns perdem, e acaba gerando insatisfações. Mas possivelmente, como nós vamos mostrar eu acredito que em breve, a motivação não tem a ver com a atividade do Guilherme”.

Explicou o delegado.

“Seria até bom a gente conversar e até ressaltar para acalmar os clientes dessa empresa, dessa holding, de que a princípio não tem relação com o trabalho desenvolvido pelo Guilherme. É importante a gente dizer, a gente não quer gerar nenhum alvoroço para clientes dessa empresa e das demais que fazem parte da holding”, descreveu o delegado.

As investigações continuam e, para o delegado, a Polícia Civil já está próxima de identificar e qualificar os atiradores envolvidos no atentado. Imagens de câmeras de segurança flagraram o momento em que os suspeitos de carro perseguem o veículo de Guilherme e, na sequência, após abandonar o automóvel usado no crime, os dois homens aparecem novamente nas imagens.

De volta na cena do crime, o vídeo mostra os suspeitos passando a pé, disfarçados, um deles segurando um capacete e o outro com uma mochila de entrega para não chamar a atenção da polícia e verificar o serviço. O delegado Thiago Nóbrega ainda afirmou que os homens teriam sido contratados apenas para o atentado e que o mandante do crime, que ainda não foi identificado, seria outra pessoa.

Veja o vídeo:

“Nós já temos uma nova linha de investigação, já temos novos suspeitos, mas a gente não pode ser leviano ao ponto de já estar dando esses nomes sem provas concretas. Como eu disse, descartamos problemas relacionados com a empresa, a questão envolvia realmente o Guilherme”.

Disse o delegado.

A Polícia Civil não divulgou, no entanto, qual seria a nova linha de investigações e a possível motivação para o atentado.

Crime

Guilherme Grabarski, de 24 anos, foi vítima de um atentado a tiros na noite de terça-feira (6), após ser perseguido por um carro modelo Toyota Etios na Rua Pedro Viriato Parigot de Souza, no bairro Campo Comprido, em Curitiba. A vítima estava em um Audi A4, atingido por mais de 10 disparos.

Gabriel foi baleado por cerca de cinco tiros, sendo um deles na cabeça. Ele foi socorrido em estado grave e permanece internado no Hospital Evangélico Mackenzie.